Tribuna Expresso

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André Manuel Correia

  • “Fui levado de maca, não conseguia mexer o ombro e tinha pontos no sobrolho. Arrisquei, mas correu bem”

    Ciclismo

    Há odisseias de superação a gravitar a história da Volta a Portugal, protagonizadas por fugitivos do pelotão do anonimato, sobre-humanos a trepar a montanha dos heróis. Na luta pela amarela, andam sempre no vermelho. O ciclista Rui Vinhas, da equipa W52 - FC Porto, vencedor da Volta a Portugal em 2016, é um desses homens, que uma bicicleta derrubada elevou. A missão, este ano, passava por trabalhar para os chefes de fila, até embater num carro, durante a quinta etapa. Com o ombro deslocado e o sobrolho rasgado, Vinhas manteve a perseverança, intocável sob as escoriações em todo o corpo. Baixinho e leve, lavado em lágrimas, suportou, como um gigante, o enorme peso da dor durante os 120 quilómetros restantes da ligação entre Sabugal e Viseu. Os médicos lembraram-lhe o que aconteceu com Joaquim Agostinho. Os colegas, em choque, pediram-lhe para desistir. Nada o travou. Vinhas continuou. Até ao fim. Tudo para ajudar o “irmão” Raúl Alarcón a conquistar, pelo segundo ano consecutivo, a prova-rainha portuguesa da modalidade

  • A noite em que o Porto subiu ao trono no reino do Dragão para a matança do polvo

    FC Porto

    A reportagem da consagração no reino do Dragão e da noite em que o céu noturno se fez azul com o fumo das tochas, em que Marega e Gonçalo Paciência fizeram a matança do polvo, enquanto na bancada ecoava o “Penta Ciao”. Depois de quatro temporadas de jejum, assim foi o “grand finale” para os adeptos azuis e brancos com a barriga cheia de felicidade, bifanas e “mines”