Jornalista
Quando disse em casa que queria ser jornalista, o pai, também ele jornalista, levou as mãos à cabeça e proibiu-a. A parvoíce levou-a a ignorar os conselhos parentais (pelo menos não fez tatuagens nem furou partes do corpo) e a licenciar-se em Ciências da Comunicação, na Nova. Estagiou n' "A Bola" e começou a trabalhar no Expresso em 2009 - primeiro na revista, depois no multimédia e agora no desporto. Tem a mania que percebe de bola, não só porque tem curso de treinador (UEFA B), mas porque quando não está na redação, está a treinar - Palmense, Santa Maria, Estoril e Sporting já estão no currículo (em futebol feminino). Em 2016, o CNID (Clube Nacional da Imprensa Desportiva) atribuiu-lhe o prémio Vitor Santos – Revelação Imprensa Escrita.
Últimos artigos
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Na Alemanha, as mulheres também voltaram a jogar futebol
A Bundesliga masculina foi o primeiro grande campeonato europeu a ser retomado após a pandemia de covid-19 e, esta sexta-feira, a Bundesliga feminina seguiu-lhe o exemplo. A Alemanha é, assim, uma raridade no panorama mundial, já que muitas das provas femininas de futebol foram canceladas (como em Portugal), e o interesse pela transmissão dos jogos está a crescer, chegando a 16 países
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Sérgio Vieira: “A I Liga precisava do Farense. Lembro-me de 1994/95, quando ficou em 5º. Quero superar o que foi alcançado pelo Paco Fortes”
18 anos depois, o Farense volta à I Liga. O obreiro da subida é Sérgio Vieira, um homem do norte que aprecia a vida algarvia e que acaba de renovar com o clube de Faro por mais três épocas. Depois de um ano difícil, sem campo de treinos fixo - que até obrigou à prática em sintéticos - e com muitos milhares de quilómetros percorridos, há agora objetivos mais ambiciosos para "um histórico do futebol português", com a bitola a fixar-se naquela época de 1994/95, quando o Farense de Paco Fortes garantiu o 5º lugar e a Taça UEFA: "Presenciei ao longo de cerca de 20 anos o crescimento do Sporting de Braga, clube do meu distrito, no qual joguei na formação. Acho que isso é algo que pode acontecer num clube quando as pessoas acreditam"
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Dos Açores para a Cidade do Futebol: “Vacas à volta do estádio não vamos ter, mas se houver uns passarinhos já nos damos por contentes”
Há pessoas que, perante um problema, preferem focar-se na solução e não nas dificuldades. Rui Cordeiro, presidente do Santa Clara desde 2015, é uma dessas pessoas, mesmo quando o problema implica sair de São Miguel por dois meses e a solução passa por terminar a I Liga exclusivamente em solo continental, na Cidade de Futebol, gastando entre 300 a €400 mil. Mesmo sem "vacas à volta do estádio", o presidente do 9º classificado do campeonato assegura à Tribuna Expresso que a comitiva açoriana está pronta para terminar a prova, mas pede ajuda à Liga e à FPF para custear os 60 dias longe de casa
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Luís Freire: “A gente queria era dar espetáculo, mas quando perdia a bola era uma desgraça. Tanto ganhávamos 4-0 como levávamos 7-3”
Aos 34 anos, Luís Freire atingiu a I Liga, liderando o Nacional da Madeira, depois de também ter conseguido subidas com Mafra, Pêro Pinheiro e Ericeirense, clubes por onde começou a ganhar "zero euros" e foi aperfeiçoando a sua ideia de jogo inicial, com a ajuda de treinadores que estudou a fundo, como Jorge Jesus, Pep Guardiola e Paulo Sousa: "Passei de ser um treinador de contra-ataque para ser um treinador ofensivo, a mandar tudo para a frente. Fizemos as coisas muito focadas em organização ofensiva e esquecemo-nos dos outros momentos do jogo"
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Luís Freire, o “príncipe” das subidas: “Cheguei a ir a cafés para contratar jogadores”
Se Vítor Oliveira é conhecido em Portugal por ser o “rei das subidas”, Luís Freire já pode ser o príncipe. Subiu o Ericeirense, onde começou a ser treinador em 2012/13, nos distritais, subiu o Pêro Pinheiro até ao Campeonato de Portugal, subiu o Mafra até à II Liga e, agora, subiu o Nacional da Madeira. Aos 34 anos, chega à I Liga, num percurso tão rápido que ainda nem lhe permitiu tirar os níveis III e IV de treinador, como explica à Tribuna Expresso
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Uma dupla de sucesso, das pastelarias na Margem Sul ao futebol de alto nível na Roma: “O Paulo tem uma paciência de santo para me aturar”
Nuno Campos é adjunto de Paulo Fonseca há 15 anos, desde o tempo em que ambos tinham pastelarias na Margem Sul para ganhar a vida, enquanto treinavam nas divisões inferiores, e largaram tudo por uma paixão comum: "O Paulo dividiu comigo o salário que lhe ofereceram e passámos os dois a ganhar pouco, mas felizes por estarmos a trabalhar juntos num campeonato profissional." Em longa entrevista à Tribuna Expresso, o treinador adjunto da Roma, que confessa ser "um chato", recorda a carreira de uma dupla inseparável, que aprendeu com as dificuldades no FC Porto, usando-as para ganhar praticamente tudo no Shakhtar Donetsk, antes de chegar a Itália, onde o campeonato apresenta novos problemas táticos, mas a paixão se mantém a mesma: "Quando vamos jantar fora, já nos aconteceu vir à mesa o dono do restaurante pedir para falarmos mais baixo, porque as pessoas à volta ficam incomodadas. Porque, quando há conversa de futebol, há discussão"
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Vasco Seabra e o jogo, o modelo e a estratégia: “Tinha um jogador que, ao 1-0, dizia: 'Ó mister, agora já não é para jogar, é para ganhar'”
Com um dos orçamentos mais baixos da 2ª Liga, o Mafra surpreendeu ao posicionar-se na luta pela subida, cortesia de um coletivo (que vai do 4-2-3-1 ao 2-2-6) liderado por Vasco Seabra. O treinador que chegou à 1ª Liga aos 33 anos, ao assumir o Paços de Ferreira, conta à Tribuna Expresso que, tal como o colega que tem como referência, Paulo Fonseca, teve de dar um passo atrás na carreira, nos sub-23 do Estoril Praia, onde reencontrou a paixão pelo jogo e pelo treino, consolidando um modelo do qual não abdica e que faz questão de explicar aos dirigentes: "Presidente, não quero que daqui a três meses, porque a equipa está a empatar e fez três passes para o guarda-redes, me venha chamar para dizer que quer meter a bola na frente"