Tribuna Expresso

Perfil

Lídia Paralta Gomes

Lídia Paralta Gomes

Jornalista

Escreveu o primeiro texto sobre futebol aos 7 anos, quando a professora primária pediu uma redação de tema livre à turma. Daí até começar a esgueirar-se pela papelaria da terra para ler os desportivos à socapa foi um pequeno passo. Ainda tentou Direito, mas logo percebeu que aquela composição tinha o carimbo do destino. Estudou as artes do jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e, depois de uma passagem por Madrid, aterrou em Lisboa para estagiar no Record. Por lá ficou seis anos, até chegar ao Expresso em 2016.

  • Porque a regra primordial do futebol é: ganha quem marca mais golos

    Sporting

    Aos 25 minutos do jogo, o Sporting já perdia por 2-0 frente a um Nacional que chegou a Alvalade com a lição estudada. Mas o Sporting de Keizer é mais sobre os golos que se marca e menos sobre os que se sofre. E com mais uma 2.ª parte de luxo, os leões responderam aos dois golos sofridos com cinco marcados. Desde a chegada do holandês que o Sporting não sabe o que é empatar ou perder. Porque marca sempre mais que o adversário

  • Jonas e pouco mais

    Benfica

    Brasileiro voltou a ser decisivo, ganhando e marcando a grande penalidade que deu o único golo da vitória do Benfica frente ao Marítimo, no Funchal. Os encarnados venceram, e isso é o que conta para a tabela, mas o seu futebol, esse, continua em estado mais ou menos comatoso

  • Só com suor o FC Porto agarrou o anticiclone

    FC Porto

    Vitória difícil dos campeões nacionais por 2-1 frente ao Santa Clara, que no seu estilo de transições rápidas foi causando muitos problemas a um FC Porto numa noite de inspiração intermitente. A reviravolta operada por golos de Soares e Marega permite que os dragões continuem nesse lugar ameno chamado "liderança do campeonato"

  • Game, set e Liga Europa

    Liga dos Campeões

    De bolsos um pouco mais aconchegados e com o estatuto de cabeça de série na segunda competição da UEFA: na vitória tangencial frente ao AEK (1-0), no derradeiro encontro para a Champions este ano, o Benfica conseguiu alguns objetivos, mas faltou uma vitória mais categórica frente a um adversário muito frágil

  • Cinco segundos, ou a diferença entre o mal e o bem

    Sporting

    O Sporting de Keizer é um Sporting transfigurado. É um Sporting que quer a bola e pressiona para a ter e quando a tem trata-a bem, a um, dois toques, com intensidade. E ao terceiro jogo, no mais difícil teste, a ideia de jogo do holandês, que quer a equipa a recuperar a bola em apenas cinco segundos, passou com distinção: vitória por 3-1 frente a um bom Rio Ave, três golos marcados e oportunidades para fazer mais ainda. É como a noite e o dia, a diferença do mau e do bom futebol

  • O laboratório de Dr. Sérgio vale milhões

    Liga dos Campeões

    Qualificação para a fase a eliminar, liderança do grupo assegurada e vitória sem margem para dúvidas frente ao Schalke 04, o vice-campeão alemão, por 3-1. Ah, também importante, já 65 milhões de euros embolsados. O FC Porto vai passando com distinção nesta Liga dos Campeões, porque sabe o que quer, sabe o que faz falta e é uma equipa bem trabalhada, pronta para todas as eventualidades

  • Porque é que Alonso abandona sem ser um dos melhores de sempre? Por um misto de más decisões e falta de sorte

    Fórmula 1

    O GP Abu Dhabi, este domingo, marca o adeus de Fernando Alonso à Fórmula 1, uma despedida agridoce, com apenas dois campeonatos ganhos. E porquê "apenas"? Porque o talento e a inteligência analítica do espanhol nascido há 37 anos em Oviedo fazia crer que, depois da saída de cena de Michael Schumacher, Alonso seria o grande dominador da disciplina. Mas o asturiano é a prova que é preciso estar no lugar certo à hora certa e ele raramente esteve. Por culpa própria, mas também por culpa do azar