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Toupeira do Benfica acedeu 385 vezes a dez processos em segredo de Justiça

Defesa de José Silva admite “acesso ilegítimo” a processos judiciais. Acórdão da Relação confirma indícios de corrupção por parte da toupeira e revela uso de quatro passwords diferentes

Hugo Franco e Rui Gustavo

Foto Action Images / Carl Recine

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O funcionário judicial José Silva vai continuar por mais tempo em prisão preventiva. Este foi o veredicto dos juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa. Os magistrados deram razão ao Ministério Público, que tinha indiciado em março a chamada “toupeira” do Benfica pelos crimes de corrupção, violação do segredo de Justiça, favorecimento pessoal, peculato e acesso ilegítimo.

O acórdão, a que o Expresso teve acesso, revela que o funcionário judicial dos tribunais de Guimarães e Fafe acedeu por 385 vezes, e de forma ilegal, a dez inquéritos relacionados com investigações ao Benfica em segredo de justiça entre julho de 2017 e janeiro deste ano. “Os acessos, por vezes, eram efetuados diariamente e até várias vezes ao dia”, pode ler-se no documento.

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