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Benfica defende administradores da SAD mas nada diz sobre Paulo Gonçalves

Em nota publicada na página oficial, o Benfica reagiu à acusação do Ministério Público e disse não ter sido notificado

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Carl Recine

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O Benfica defendeu os administradores da SAD do clube da acusação do Ministério Público, que considerou ser “absurda e injustificada”. Numa nota publicada na página oficial, o clube defende-se das acusações mas não faz qualquer referência a Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica que também foi esta terça-feira acusado no âmbito do processo e-toupeira.

Repetimos e reafirmamos perante todos os milhões de Sócios, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica a nossa total convicção de que no fim a Lei prevalecerá e será provado que nenhum elemento da Administração da SAD do Sport Lisboa e Benfica teve qualquer tipo de contacto ou conhecimento sobre os factos imputados neste processo”, lê-se no comunicado. No entanto, Paulo Gonçalves não é administrador da SAD e, sobre ele, o clube não faz qualquer referência.

À semelhança do que já acontecera quando a SAD fora constituída arguida no processo, o clube insiste na “inexistência de factos que justifiquem qualquer acusação”. E acrescenta que “se alguém tem sido vítima”, foi o Benfica: “Vítima de violação sistemática do segredo de justiça e de arbitrariedade de decisões que merecem da nossa parte o mais forte repúdio e resposta compatível nas instâncias legais”.

O Benfica garante que não foi notificado pelo MP, um “insólito e lamentável facto”. Ou seja, segundo o clube, a dedução da acusação foi conhecida em primeira mão pela nota publicada esta tarde no site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.
“Informamos que iremos reagir, logo que tenhamos conhecimento dos termos concretos da acusação, com total rigor e firmeza no sentido de desmontar as absurdas e injustificadas imputações do Ministério Público, o que será feito, estamos certos, ao longo deste processo”, refere o conselho de administração.

Esta terça-feira o Ministério Público acusou José Augusto Silva e Júlio Loureiro, oficiais de justiça; Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica e a própria SAD benfiquista no âmbito do processo e-toupeira. Em causa estão os crimes de corrupção, oferta e recebimento de vantagem indevida, favorecimento pessoal, violação do segredo de justiça, violação de segredo por funcionário, peculato, acesso indevido, violação do dever de sigilo e falsidade informática.

José Augusto Silva, que está em prisão preventiva, é acusado de ter passado a Paulo Goncalves processos judiciais que envolviam o clube e os seus rivais. Usou a password adormecida de uma magistrada e terá acedido 385 vezes a processos em segredos de justiça.