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As duas vezes em que o nome de Luís Filipe Vieira é referido na acusação do e-toupeira

Acusação diz que o presidente da SAD autorizou ofertas de bilhetes ao oficial de Justiça e observador de árbitros Júlio Loureiro e que tinha conhecimento e nada fez para impedir as ofertas a este oficial de justiça e a José Augusto Silva

Rui Gustavo, Hugo Franco e Pedro Candeias

tiago miranda

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Foi uma das últimas decisões do procurador Valter Alves no caso e-toupeira: chamar Luís Filipe Vieira ao DIAP de Lisboa para constituir a SAD como arguida no processo. O presidente da SAD faltou porque estava doente, mas apesar de não ter sido acusado o magistrado responsável pela acusação diz que Luís Filipe Vieira tinha conhecimento das ofertas feitas aos funcionários judiciais Júlio Loureiro e José Augusto e sugere, no mínimo, que tinha conhecimento das diligências de Paulo Gonçalves para obter informações de processos em segredo de justiça: "Paulo Gonçalves tinha estatuto equiparado a diretor e reportava diretamente ao presidente da SAD". Mais: "Pretendia Paulo Gonçalves e o Benfica antecipar diligências processuais" e "obter decisões favoráveis e conhecimento privilegiado das informações".

O nome de Vieira é referido em duas situações concretas: teve conhecimento e autorizou que o Benfica oferecesse quatro bilhetes para o Benfica - Estoril a Júlio Loureiro, observador de árbitros e funcionário judicial em Fafe. Este funcionário terá cedido a Paulo Gonçalves informações sobre a classificação de árbitros e o MP diz que contribuiu para ocultar e destruir prova. Está acusado de corrupção e violação de segredo de justiça, entre outros crimes.

Na outra situação, o MP trata Luís Filipe Vieira por "presidente da SAD" e diz que "as entregas" a José Augusto Silva e Júlio Loureiro "eram do conhecimento do presidente da SAD que as autorizava ou delas tinha conhecimento por correio eletrónico ou rubricava folha de autorização sem nunca as impedir".

ainda assim o MP optou por não acusar nenhum dos administradores da SAD e será a pessoa coletiva a ser acusada. Incorre numa pena que vai da multa até aos três anos de suspensão e proibição de participação nos campeonatos.