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Ex-presidente do IPDJ: “É uma hipocrisia Luís Filipe Vieira dizer que o Benfica não tem claques”

Em entrevista à Tribuna Expresso, Augusto Baganha mostra-se indignado com a sua substituição e diz que irá constestar a decisão

Isabel Paulo

Augusto Baganha, ex-presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude

Ana Brigida

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Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) afirma que a sua exoneração é ilegal e visa privilegiar a máquina do PS. Militante do PSD, Augusto Baganha vai recorrer judicialmente da decisão do secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, indignado com a sua substituição por Vítor Pataco, até agora seu vice-presidente, a quem acusa de ter deixado na gaveta o processo que levou à interdição do Estádio da Luz no verão passado, levantada logo depois. A um ano do fim do mandato, “estranha” ainda que a destituição da direção do IPDJ coincida com o castigo de um jogo à porta fechada imposto ao Benfica.

João Paulo Rebelo justifica a dissolução da direção do IPDJ com a entrada em vigor, até ao final do ano, da Autoridade Nacional Contra a Violência no Desporto, a sediar fora de Lisboa. “Há novas orientações políticas e estratégias para o IPDJ”, refere o secretário de Estado, frisando que a substituição da equipa diretiva é um direito que lhe assiste, “no uso de poderes conferidos por lei”. Afirma que Vítor Pataco não é militante do PS, nega pressões do Benfica e lamenta “as insinuações e falsidades” de Augusto Baganha. “São afirmações incendiárias que só contribuem para piorar o clima de ódio em torno do futebol”.

Quem o nomeou para presidente do IPDJ?
Fui nomeado no Governo de Passos Coelho, em 2012, é um cargo de confiança política mas exerci a função após concurso público. Fui presidente do Instituto do Desporto, tenho um currículo que fala por si e sempre fui avaliado com ‘bom’ pelo atual secretário de Estado. A minha exoneração carece de legalidade e vou contestá-la judicialmente através de uma providência cautelar e processar João Paulo Rebelo. É uma questão de honra.

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