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Paulo Gonçalves é o arguido no caso dos e-mails

PGR revela o nome do único suspeito formal no caso dos e-mails. Trata-se do ex-assessor jurídico do clube encarnado

Hugo Franco

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Afinal, o único arguido do caso dos e-mails é Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico do Benfica. O advogado, recorde-se, foi acusado recentemente pelo Ministério Público no caso e-toupeira, que envolve também a SAD encarnada.

A Procuradoria-Geral da República corrigiu a informação que tinha veículado há poucas horas, numa reação a uma notícia do "Correio da Manhã". De acordo com o diário, Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves, Pedro Guerra, comentador desportivo, e Adão Mendes, ex-árbitro de futebol, eram arguidos há um ano no caso dos e-mails.

Às 13h00, a PGR veio dizer que nenhuma das pessoas mencionadas na notícia eram arguidas no caso. Referia que existia um arguido no processo, sem no entanto revelar identidades.

Três horas mais tarde, a Procuradoria-Geral da República esclarece, acrescentando um pedido de desculpas, que afinal há um arguido entre os quatro que foram referidos na notícia do "CM". "O referido inquérito tem um arguido constituído, trata-se de Paulo Gonçalves."

Buscas na Luz

Há quase um ano, a PJ e o MP realizaram buscas buscas no Estádio da Luz no âmbito do caso dos e-mails, horas depois da derrota caseira do Benfica contra o Manchester United.

A PGR confirmou na altura a ocorrência das buscas em comunicado e já referia a existência de um suspeito: "No inquérito investiga-se a prática, por parte de um suspeito, dos referidos crimes, relacionados com os denominados emails do Benfica. A operação encontra-se em curso, contando com a presença de 4 magistrados do Ministério Público, 2 Juízes de instrução e 28 elementos da PJ, incluindo Inspectores e Peritos financeiros e contabilísticos e informáticos”.

O caso dos e-mails começou quando o Porto Canal passou a revelar o conteúdo de correio eletrónico dos encarnados os quais, segundo os responsáveis do FC Porto, configuravam tráfico de influências junto da arbitragem. De acordo com o FCP, as trocas de bilhetes entre elementos da FPF e do Benfica, relatórios de arbtragem, comunicações entre Paulo Gonçaves e responsáveis pela classificação dos árbitros, fazem parte do rol de indícios de alegada corrupção desportiva.

Francisco J. Marques arguido

Em julho, o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, confirmou ao "Record" a sua constituição como arguido no caso dos e-mails, por suspeitas do crime de violação de correspondência privada ao divulgar o conteúdo de emails do Benfica sem consentimento. "É verdade que sou arguido por esse processo, mas não estou nada preocupado. Não roubei, nem violei nada. Limitei-me a receber os emails e divulguei aqueles que considerei serem de interesse público", explicou ao diário desportivo.

Francisco J. Marques tinha sido interrogado pela Polícia Judiciária quatro meses antes, já como arguido.