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Caso dos e-mails. MP pede mais tempo para investigar “atividade criminosa num esquema altamente organizado"

DIAP de Lisboa argumenta que a investigação a responsáveis e colaboradores do Benfica é de especial complexidade

Pedro Candeias, Hugo Franco e Rui Gustavo

TIAGO MIRANDA

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O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa pede à juiza de instrução mais tempo para investigar o chamado caso dos e-mails, alegando que se trata de um processo de excecional complexidade.

Esta investigação visa, segundo o MP, responsáveis e colaboradores do Benfica, que em conjunto com agentes do futebol, da arbitragem e de outros clubes, terão pressionado arbitragens e outras estruturas do futebol português.

Além disso, o MP tem fortes indícios de que o clube encarnado tenha influenciado equipas adversárias de forma a obter resultados favoráveis à equipa.

Os procuradores do DIAP de Lisboa consideram que esta "atividade criminosa se insere num esquema altamente organizado". Podem estar em causa crimes de corrupção passiva e ativa.

O MP justifica o alargamento temporal do inquérito devido à gravidade dos crimes em causa, ao número elevado de pessoas a ser alvo dessa investigação ou na documentação que foi já produzida e aquela que ainda virá a sê-la. E recorda que se trata de crimes de gravidade acentuada a que correspondem a molduras penais elevadas.

O inquérito conta já com sete volumes e dezenas de apensos.