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Caso e-toupeira: Benfica ilibado

Juíza de instrução decidiu que não há indícios suficientes para levar a SAD do Benfica a julgamento. Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico do clube, vai responder pelo crime de corrupção

Hugo Franco e Rui Gustavo

Rafael Marchante

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A juíza Ana Peres deu um forte abalo na acusação do Ministério Público e decidiu ilibar a SAD do Benfica de todos os trinta crimes de que era acusada no processo e-toupeira. No entanto, Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico do Benfica, será julgado por corrupção. José Augusto Silva, funcionário judicial e alegado corrompido, será julgado pelo crime de violação do segredo profissional. O escrivão Júlio Loureiro, que também era observador de árbitros foi ilibado.

A juíza admite diz que os arguidos agiram com intenção, mas diz que as afirmações têm caráter vago. "Não há nada que demonstre que estes arguidos tiveram influência na tramitação deste processo", justifica Ana Peres.

Na acusação, o procurador Valter Alves argumentava que o Benfica tinha beneficiado da "teia de interesses montada entre os arguidos" e tinha falhado o "dever de vigilância" sobre Paulo Gonçalves, mas a juíza recusou este raciocínio.

Esta decisão significa que Paulo Gonçalves e José Augusto Gonçalves serão os únicos arguidos em julgamento. O funcionário judicial é suspeito de acedido ao sistema informático dos tribunais para passar informação a Paulo Gonçalves, que terá retribuído com bilhetes para os jogos e camisolas dos jogadores.

Mas o Ministério Público ainda pode decorrer da decisão da juíza de instrução Ana Peres para o Tribunal da Relação de Lisboa.