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Benfica confirma rescisão com Rui Vitória. Bruno Lage assume a equipa

O Benfica confirmou à CMVM que "chegou a um princípio de acordo para a rescisão do contrato" com Rui Vitória. A decisão terá partido do próprio treinador, confirmaram à Tribuna Expresso fontes próximas do processo, um dia depois de o clube perder com o Portimonense, para o campeonato. O substituto é Bruno Lage, treinador da equipa B

Diogo Pombo e Pedro Candeias

Carlos Rodrigues

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Pouco mais de um mês volvido, o filme volta: Rui Vitória já não é o treinador do Benfica. O clube confirmou a decisão esta noite, num comunicado enviado à Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM).

Quem o substitui no cargo deverá ser Bruno Lage, solução caseira que orienta a equipa B do clube da Luz.

A notícia é o confirmar do que explodiu a 29 de novembro do ano passado, após o Benfica sair de Munique goleado por uma mão cheia, num prazo de três dias em que já tinha sofrido três derrotas (Ajax, Belenenses e Moreirense). Agora, um dia volvido da derrota, no Algarve, com o Portimonense, a saída de Rui Vitória do Benfica parece estar prestes a concretizar-se, de vez.

A decisão, ao que apurou a Tribuna Expresso, partiu do próprio Rui Vitória. O que estará, ao início da noite desta quinta-feira, a ser negociado, é a hipótese de o Benfica pagar o que resta no contrato - que vai até ao verão de 2021 -, enquanto o treinador não encontrar um novo clube. Uma vez empregado, de novo, o clube da Luz estará a sugerir que pagará a diferença no caso de o próximo contrato de Rui Vitória lhe dar um salário inferior ao que auferia (até ao que seria o fim do vínculo com o Benfica).

Em 2018, o presidente do Benfica, com uma noite dormida, ou passada acordado, em que "muito refletiu", confessou que mudou de ideias e decidiu que "Rui Vitória devia continuar". O que fora avançado recuou e o treinador manteve-se, mas sem se livrar de ouvir o chefe do clube lamentar um jogar "lento, lento, lento" e desejar um "futebol à Benfica". Rui Vitória gabou-lhe as palavras e a franqueza, falando depois de Vieira falar de que a decisão foi conjunta e que agora era preciso trabalhar.

O trabalho nos treinos, nos jogos e no campo foi acompanhado por uma comunicação trabalhada, entre treinador e jogadores, para ir à boleia de ideias como "retoma" ou "recuperação". Era preciso devolver a confiança e o ritmo à equipa, que o trabalho na relva faria o resto.

Seguiram-se nove jogos.

O Benfica ganhou os primeiros sete - quatro por 1-0, contra Vitória de Setúbal, AEK de Atenas, Marítimo e Montalegre - e empataria o penúltimo com o Desportivo das Aves, para a Taça da Liga, em mais uma exibição sem ideias, aborrecida, previsível a atacar e, como desgosta Luís Filipe Vieira, lenta. Seguiu-se a derrota (2-0) em Portimão, em que Rui Vitória voltou a ver lenços brancos.

O substituto badalado o ano passado é o mesmo que é apontado neste ano novo.

Bruno Lage, técnico da equipa B do Benfica e que nunca foi treinador principal de uma equipa sénior, de uma primeira divisão, vai com oito vitórias em quinze jogos feitos na segunda liga, esta época. Tem 42 anos e foi adjunto de Carlos Carvalhal no Swansea City, no Sheffield Wednesday, ambos dos campeonatos ingleses, e no Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos. Antes, esteve nos juniores do Benfica entre 2004 e 2012.