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E-mails: Benfica diz que ataque informático a escritório de advogados é prova que existe "estrutura criminosa altamente organizada"

Na newsletter "News Benfica", os encarnados afirmam ainda que o ataque à PLMJ vem mostrar que a divulgação de emails do Benfica não é "uma fuga interna" e aponta mais uma vez o dedo a Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, como a "face visível" da tal estrutura criminosa

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NurPhoto/Getty

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O ataque informático a um dos escritórios de advogados que trabalha para o Benfica, a PLMJ, vem "provar de forma inequívoca" o clube está "perante uma estrutura criminosa altamente organizada, profissional", pode ler-se na edição desta quarta-feira da newsletter "News Benfica".

No texto, os encarnados dizem ainda que a notícia "acaba com todas as dúvidas sobre a origem e quem está por trás do roubo" dos e-mails que circularam de forma pública e que o ataque elimina "em definitivo" a tese que o fuga teria origem interna. O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, é também visado no texto, apelidado de "a face visível dessa rede criminosa".

Leia aqui o texto na íntegra:

"A notícia de que pelo menos um dos escritórios de advogados que trabalha para o Benfica foi vítima recente do crime de violação e divulgação da sua correspondência privada, por parte do blogue que desde a primeira hora nos atacou, vem provar de forma inequívoca que estamos perante uma estrutura criminosa altamente organizada, profissional e acaba com todas as dúvidas sobre a origem e quem está por trás do roubo dos nossos emails, eliminando em definitivo a tese de que tal roubo poderia resultar de uma fuga interna.

Como se sabe, a face visível dessa rede criminosa tornou-se pública quando, através do Porto Canal, o diretor de comunicação do FCP surgiu como porta-voz do roubo dos emails, num crime que está sob investigação e que já levou à sua constituição como arguido, bem como de todos os administradores do FC Porto, neste caso pelo crime de ofensa a pessoa coletiva.

A coincidência de, na mesma altura, surgirem como figuras de destaque no Porto Canal elementos com ligações de amizade a um reconhecido hacker integrado numa rede internacional de cibercrime (e que se encontra em parte incerta) bem como o recente surgimento num canal de televisão, como elemento afeto ao FC Porto, do advogado desse hacker no passado, são sinais que tornam cada vez mais evidentes as ligações e as razões porque a alegada correspondência privada do Benfica foi ter às mãos do diretor de comunicação do FCP.

As motivações, o empenho no tempo, a estratégia meticulosa – com alvo (ou alvos) muito claro(s) – que não olha aos danos que provoca, seja de foro privado ou de direitos ao abrigo do segredo profissional, e ainda os meios alocados por esta rede criminosa, tornam óbvio que não se trata de um trabalho gracioso, até porque este tipo de cibercrime institucional e empresarial é encarado como um negócio por estas redes criminosas.

O cerco aperta-se e estamos certos que, a cada dia que passa, as autoridades estarão mais próximas de conseguir apurar todas as responsabilidades.

Mas também aumentam as preocupações. Porque uma rede criminosa que invade instituições também é capaz de facilmente ter acesso a correspondência privada dos mais diversos agentes desportivos – o que, somado a invasões de centros de treinos de árbitros e ameaças físicas e patrimoniais a eles e suas famílias, pode explicar muitos dos erros incompreensíveis a que temos assistido ultimamente.

São suspeitas legítimas perante o crime organizado que perdeu toda a vergonha, que se sente impune e que tem motivações e porta-vozes conhecidos."