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A carta que Luís Filipe Vieira escreveu ao PS: quer saber se o partido apoia ou não Ana Gomes

O presidente do Benfica escreveu uma carta a Carlos César, presidente do PS, apelando a uma tomada de posição pública do partido quanto às declarações que Ana Gomes fez, no Twitter, sobre a transferência de João Félix para o Atlético de Madrid. Luís Filipe Vieira quer saber se o que escreveu a antiga eurodeputada "reflete a opinião do Partido ou se, ao invés, tais declarações não merecem senão rejeição e repúdio". O PS apenas confirmou que já respondeu à carta

Diogo Pombo

MIGUEL A. LOPES

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Luís Filipe Vieira escreveu uma carta a Carlos César a questionar a posição do Partido Socialista quanto às declarações que Ana Gomes escreveu no Twitter, relativas à transferência de João Félix para o Atlético de Madrid, porque "não tomou, até à presente data, qualquer posição institucional sobre as mesmas".

A 27 de junho, seis dias antes de o português ser confirmado no clube espanhol, a então ainda eurodeputada socialista respondeu a um tweet sobre o negócio - "Não será negócio de lavandaria?" - e o presidente do Benfica quer saber se o PS apoia, ou repudia, esta declaração. Questionado pela Tribuna Expresso, o PS confirmou apenas que Carlos César já respondeu à carta enviada por Vieira.

Luís Filipe Vieira enviou a carta, a que a Tribuna Expresso teve acesso, a 11 de julho. Dirigindo-se ao presidente do PS, escreve que a frase de Ana Gomes "teve como propósito consciente disseminar junto da opinião pública a suspeita, tão gratuita quanto infundada, de que o Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD se encontra envolvida em práticas criminosas de diversa natureza, em particular relacionadas com branqueamento".

O líder do Benfica defende que "há, naturalmente, o risco de o silêncio continuado do Partido Socialista" perante as declarações que Ana Gomes poder ser "entendido como aceitação tácita ou, pelo menos, tolerância quanto ao respetivo teor" - que Vieira considera ser de "evidente propósito de calúnia".

O presidente encarnado sublinha, várias vezes, a "relevância criminal" das declarações de Ana Gomes. Termina a carta apelando a uma "tomada de posição institucional" do Partido Socialista "com a brevidade possível", de modo a "não subsistirem publicamente quaisquer potenciais equívocos" sobre se as declarações da antiga eurodeputada "refletem a opinião do Partido ou se, ao invés, tais declarações não merecem senão rejeição e repúdio por parte do Partido".

Luís Filipe Vieira "está convicto" de que será a segunda hipótese.

A Tribuna Expresso tentou contactar Ana Gomes, mas, até ao momento, não obteve resposta.