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O Bom, o Mau, o Herói e o Vilão do Fiorentina - Benfica

O Benfica bateu a Fiorentina por 2-1, num jogo em que foi quase sempre superior ao adversário, conquistando assim o segundo triunfo nesta International Cup. Este é o Bom, o Mau, o Herói e o Vilão, formato da Tribuna Expresso para resumir os encontros desta pré-época 2019/20

Pedro Candeias

JOHANNES EISELE

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O Bom

Começo pelo jogo, que foi realmente bom apesar do contexto: um Fiorentina - Benfica de pré-época, com várias substituições de cada lado. Dito isto, e indo ao que interessa, o Benfica jogou quase sempre com uma ideia fundamental na cabeça, a saber, a pressão intensa e o roubo da bola lá à frente, tentando apertar a saída da Fiorentina desde o primeiro instante para depois procurar a baliza adversária.

Foi assim na primeira-parte e foi assim também na segunda-parte, uma autêntica correria nem sempre eficaz, mas vistosa e corajosa. Com mais bola, mais assertivo e mais apoiado, o Benfica foi superior à Fiorentina na maioria dos minutos jogados, liderando a generalidade dos parâmetros medíveis.

Quanto ao 4x4x2, com RDT e Seferovic, digamos que a coisa parece mais afinada e o golo do suíço a passe do espanhol é disso exemplo. Apesar, claro, de nenhum dos dois ser obviamente Jonas ou João Félix, sendo que a velocidade e qualidade de Rafa serviram para disfarçar a ausência de um verdadeiro pensador.

O Mau

Lá está: jogar em cima do adversário requer uma coordenação absoluta para a conveniente ocupação dos espaços. Em algumas situações, o Benfica deixou-se surpreender em contra-ataque ou transições rápidas pelo meio do terreno.

Fica, também, a ideia de que com Gabriel e Florentino Luís, com o brasileiro ligeiramente à frente do português, o Benfica perde por não estar um stopper clássico: o jovem Florentino continua a ter um botão on-off demasiado sensível e Gabriel não é especialmente rápido a recuperar no terreno.

O Herói

Era improvável que a escolha caísse em Caio Lucas, mas quando um tipo entra para marcar o golo que dá a vitória que evita a chatice das grandes penalidades num jogo de pré-época, só há uma saída possível: o herói. Caio recebeu uma bola de Chiquinho e chutou com violência para o golo que fechou as contas.

Agora, claro, "é fazer o melhor possível para tentar a ajudar a equipa no próximo jogo", disse ele.

O Vilão

O falhanço de Marco Benassi foi espetacular, pois acertou em nada com a baliza completamente à sua mercê, após um remate de Vlahovic ao poste.

P.S: Ver o filho de Chiesa e o filho de Simeone é uma viagem ao passado.