Tribuna Expresso

Perfil

Benfica

O Bom, o Mau, o Herói e o Vilão do AC Milan-Benfica

No último jogo na International Champions Cup, nos EUA, o Benfica fechou a pré-época da melhor maneira, com uma vitória frente aos italianos do AC Milan (1-0). Segue-se agora a Supertaça, perante o Sporting. Este é o Bom, o Mau, o Herói e o Vilão, formato da Tribuna Expresso para resumir os encontros desta pré-época 2019/20

tribuna expresso

Kathryn Riley/International Cham

Partilhar

O bom

Não tendo realizado uma exibição de encher o olho, o Benfica subiu claramente o nível coletivo na 2ª parte e conseguiu terminar o jogo com várias oportunidades, tendo concretizado um golo (algo fortuito) de Taarabt - também ele protagonista de uma excelente exibição, a segundo avançado, como uma espécie de 10, com Seferovic mais à frente (Raúl de Tomás ficou a descansar).

A vitória - a terceira em terras norte-americanas - permite assim aos benfiquistas encerrar a pré-época da melhor maneira possível, com um resultado positivo. Não sendo essencial, é importante, porque a Supertaça está já aí à porta e, do outro lado da 2ª circular, o rival não ganhou na pré-época. Ou seja, a (falta de) confiança pode sempre influenciar.

O mau

É certo que a pré-época é muitíssimo cansativa e o Benfica tem completado muitos jogos nos EUA, mas a equipa teve uma 1ª parte demasiado apática, permitindo ao AC Milan mandar no jogo sem grandes dificuldades. Faltou pressão mais à frente para condicionar os italianos, que iam entrando no meio-campo alheio sem grande dificuldade - onde Fejsa também não se mostrou particularmente inspirado e mesmo Gabriel pareceu preso de movimentos.

Mais atrás, Grimaldo fez uma exibição q.b., com Ferro e Dias seguros, mas, à direita... Facto: Nuno Tavares é bom jogador. É, aliás, aos 19 anos, um ótimo lateral esquerdo, com tudo para ser importante na época que se avizinha, ainda que Grimaldo seja o titular da posição. Contudo, jogar a lateral direito não é, obviamente, a mesma coisa para um canhoto. O jovem sente algumas dificuldades para dar profundidade ao corredor naquela posição, o que foi ainda mais notório quando, na 2ª parte, passou para o lado esquerdo e ainda protagonizou uma excelente arrancada. Enquanto André Almeida estiver lesionado, servirá; depois, dará lugar ao veterano.

O herói

Habitualmente, aponta-se como herói o marcador do golo da vitória - e é um facto de Taarabt se exibiu a bom nível, mostrando que pode perfeitamente ser uma alternativa viável para a posição -, mas o maior destaque vai para outros dois jogadores do Benfica. Na 1ª parte, indiscutivelmente, o herói foi aquele que supostamente ia perder o lugar para um Dom Sebastião qualquer que iria chegar (chegará?) para a baliza: Odysseas Vlachodimos. Se o Benfica não ficou em desvantagem na primeira metade, por variadíssimas vezes, isso deveu-se ao guardião grego, que esteve seguríssimo entre os postes.

Na 2ª parte, ainda que Odysseas também tenha estado em ação, o destaque vai claramente para Rafa, que protagonizou várias daquelas arrancadas imparáveis e animou o ataque benfiquista, o que acabou por aumentar o volume de investidas à baliza italiana e, consequentemente, chegar ao golo.

O vilão

O vilão deste jogo é terrivelmente óbvio, e não é nenhum jogador: o "relvado". Parece pouco importante, mas é da maior importância (particularmente num torneio deste nível): quase sem relva e seco, obrigou a maior desgaste nos jogadores para a realização das mais básicas ações técnicas, uma vez que a bola parecia sempre algo incontrolável num terreno em que a areia saltava constantemente.