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A estranha ascensão meteórica de Vinicius, de central a ponta de lança dos 17 milhões

O jornal "A Bola" traça o perfil do avançado do Benfica que começou a treinar às ordens de Bruno Lage

Gualter Fatia

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Há dois anos, Carlos Vinícius, avançado contratado pelo Benfica por 17 milhões de euros ao Rio Ave este verão, ponderou abandonar o futebol. Tinha um filho para sustentar e quem pagava grande parte das suas despesas familiares era o sogro.

Em 2017, a sua carreira no desporto rei ainda não tinha arrancado. Na verdade, o percurso do brasileiro não era muito auspicioso. Ninguém seria capaz de prever o rumo da sua carreira, a chegada aos encarnados, revela a “Bola” esta quarta-feira.

Vinícius, 24 anos, que desde 2017 passou pelo Nápoles e Monaco, ultrapassou várias dificuldades para chegar ao estatuto que tem no momento presente. Este verão tornou-se a terceira contratação mais cara da história do Benfica. Porém, durante anos, Vinícius foi, como se costuma dizer, “pau para toda a obra”: jogou a central, médio ofensivo e foi dispensado mais do que uma vez.

No Santos, equipa onde começou a jogar, o brasileiro chegou como médio ofensivo e acabou dispensado. No Palmeiras, foi trinco, passou a central e apenas no fim de contrato ganhou a primeira oportunidade como avançado. Mas nem assim convenceu a direção da equipa e acabou dispensado mais uma vez.

Em 2015, Vinícius rumou ao Caldense, onde voltou à posição de central - mas pouco entrou em campo. Depois, foi contratado pelo Grémio Anápolis para aturar como médio ofensivo. Saturado de falta de oportunidades, o brasileiro decidiu mudar-se para Portugal.

Assinou pelo Real… de Massamá. Um pequeno salto levou-o ao Rio Ave e daí em diante a narrativa é conhecida. A sorte bateu-lhe à porta. “Eu represento tudo aquilo que pode acontecer na vida de um jogador de futebol”, disse ao desportivo. É verdade.