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Bruno Lage: "Não podemos ter medo do que possa acontecer"

O treinador do Benfica abordou o encontro de quarta-feira (20h, TVI) com o RB Leipzig, onde convém ganhar para o clube da Luz continuar com hipóteses de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, dizendo que a equipa tem de "olhar para o que de bom tem vindo a fazer e tentar reproduzir isso mais vezes, ao longo do tempo"

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RONNY HARTMANN/Getty

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A necessidade de obter os três pontos

"Depois do que foi o primeiro jogo, temos de manter o nível que apresentámos. Foi um jogo muito equilibrado, tivemos duas grandes oportunidades para além do golo. Temos que tentar produzir oportunidades de golo.

Todos os jogos tiveram a sua história e, num grupo tão equilibrado como este, temos de olhar para o que de bom temos vindo a fazer e tentar reproduzir isso mais vezes, ao longo do tempo. Vendo o nosso grupo tão equilibrado, falta-nos, neste momento, os três pontos do jogo em casa e um ponto no jogo fora, que falta, para ficarmos em vantagem. Temos de prolongar no tempo o que de bom temos vindo a fazer na Liga dos Campeões. Temos de conquistar os três pontos e só depois olharmos para a classificação."

Qual será o onze?

"Não vos vou dizer. Direi sempre, primeiro, aos jogadores e, depois, vocês ficam a saber."

Os primeiros 20 minutos serão decisivos?

"Por acaso, li a conferência de imprensa dele [Julian Nagelsmann, treinador do RB Leipzig] na diagonal e não entendi isso. Todos os momentos são importantes. Temos de ter uma entrada forte no jogo, uma boa primeira parte, uma entrada também forte na segunda parte... Vamos jogar contra uma boa equipa, também somos uma boa equipa e vamos olhar para isto como uma oportunidades para fazermos três pontos."

David contra Golias? Ou RB Leipzig já é o favorito?

"Este grupo tem tido equilíbrio entre as quatro equipas e todos os jogos têm sido 50/50. A nossa obrigação é entrar no jogo, olhar para o que é o jogo, entender os pontos fortes do adversário, as oportunidades que nos oferece e jogar olhos nos olhos, que é a nossa forma de estar desde que aqui estou. Temos de jogar para vencer."

O medo do que pode acontecer

"Não podemos olhar para trás, nem para o que ganhámos e perdemos. Não podemos olhar para as nossas exibições fantásticas ou para o que temos feito de menos bom. Não podemos ter medo. Independentemente da competição, do adversário e da camisola, não podemos ter medo de nada. É com essa mentalidade que fomos a todo o lado, o ano passado. Sem qualquer tipo de receio e a jogar para vencer."

Há duas coisas que temos de fazer. Uma, temos de marcar golos nas oportunidades que criamos. Depois, entender o que é o equilíbrio do jogo. Hoje [terça-feira] à tarde estávamos a olhar para o Manchester City-Atalanta e vimos como uma parte foi de uma equipa, e segunda da outra. Nesta competição é assim. É fundamental marcar nas oportunidades que temos na cara do guarda-redes. Temos de prolongar no tempo aquilo que temos feio de bom."

Aposta nos jogadores da formação em jogos da Champions

"Às vezes, parece que estou sempre a dizer a mesma coisa. Se são jogadores da formação ou jogadores com mais idade, se tem participado muito ou não, não sei, vai entrar o melhor onze em campo. Temos um plantel de 26 jogadores, com três guarda-redes, e a qualquer momento vamos apresentar soluções, independentemente da competição."

Resultados na Liga dos Campeões preocupam-no?

"Preocupam-me, porque o nosso objetivo era fazer uma competição diferente. Principalmente, por aquilo que é a nossa forma de jogar."