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“Lamento não ter tirado rendimento dele. Continuo a achar que o Raúl é um grande jogador”

No lançamento do jogo com o Desportivo das Aves, a disputar na próxima sexta-feira, o treinador do Benfica falou sobre a saída de Raúl de Tomás para o Espanyol

Lusa e Tribuna Expresso

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O treinador do Benfica, Bruno Lage, admitiu hoje a sua tristeza por não ter conseguido rentabilizar o futebol do avançado espanhol Raúl de Tomás, que deixou o clube para rumar ao Espanyol de Barcelona.

A saída do jogador de 25 anos neste mercado de transferências, apenas seis meses depois da sua chegada à Luz, marcou claramente a conferência de imprensa de antevisão do jogo de sexta-feira com o Desportivo das Aves, a contar para a 16.ª jornada da I Liga, com o técnico a reconhecer a falta de adaptação de Raúl de Tomás a Portugal e a sua vontade de regressar a Espanha, mas sem deixar de reiterar a confiança nas capacidades do avançado.

"Continuo a acreditar que o Raul é um grande jogador e a prova é aparecer um clube a fazer esta proposta. À partida, não íamos aceitar, mas, quando se olha para a vontade do jogador, que queria rapidamente voltar ao seu país, temos de avaliar as duas situações. Lamento não ter tirado rendimento dele", explicou o técnico, lembrando que Vinicius também não resultou no Nápoles e no Mónaco e que Seferovic também passou por dificuldades no Benfica.

Sublinhando o "enorme apoio" que o avançado espanhol, contratado por 20 milhões de euros ao Real Madrid, sempre teve "da estrutura e dos colegas", Bruno Lage recusou qualquer pressão adicional para potenciar agora o médio alemão Julian Weigl, adquirido pelo mesmo valor pelos ‘encarnados' ao Borussia Dortmund nesta reabertura do mercado.

"A pressão é a mesma de fazer resultar o Vinicius ou o Florentino. Talvez excesso de pressão de fora - e não de dentro - condicione também a adaptação. Não tenho pressão nenhuma nesse aspeto. A pressão é sempre máxima e para obter os melhores resultados, quer custem 20 milhões ou dois, três ou quatro milhões, como o Chiquinho", salientou.

Confrontado com a vaga aberta no setor ofensivo, o treinador dos campeões nacionais evitou reconhecer abertamente a necessidade de um reforço, preferindo enfatizar a capacidade do ‘scouting' do clube e o trabalho da estrutura para identificar soluções dentro e fora do Benfica.

"É olhar para o que temos vindo a fazer. Presidente, Rui Costa, Domingos Soares de Oliveira, Tiago Pinto e o treinador estão em avaliação constante. Temos neste momento o ‘scouting' a funcionar de forma fantástica. Além da nossa formação e do campeonato português, vamos olhar para este tipo de jogadores no mercado. Poderemos olhar para dentro e para fora, percebendo como é que nos podemos reforçar ou não", explicou.

Já sobre o campeonato, do qual Bruno Lage recusou excluir o Sporting da luta pelo título depois do desaire (2-1) no clássico do último fim de semana com o FC Porto, o técnico focou as atenções no Desportivo das Aves, ao lembrar que a necessidade urgente de pontos dos avenses é garantia de um desafio complicado para o Benfica. Paralelamente, confirmou a estreia de Weigl nos convocados, nos quais ainda não vai estar Rafa, por motivos físicos.

"A alteração de treinador é muito recente. É um facto que venceu o [Sporting de] Braga e fez um jogo ainda melhor em Setúbal, apesar de ter perdido. É uma equipa que está em evolução e há cautelas máximas da nossa parte. Queremos fazer um grande jogo e vencer. Temos uma equipa determinada do outro lado e a fazer pela vida. Estão numa situação em que têm rapidamente de conquistar pontos. Este tipo de situações é sempre perigoso", finalizou.

O jogo entre o líder Benfica, com 42 pontos, e o Desportivo das Aves, 18.º e último classificado, com apenas seis, está agendado para sexta-feira, às 19:00, no Estádio da Luz