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Bruno Lage: "Em termos ofensivos a equipa esteve muito bem, fez o que idealizámos. Pena a forma como sofremos os golos"

O treinador do Benfica valorizou, depois da derrota (3-2) no clássico, a forma como a equipa atacou e se comportou com bola, lamentando a organização defensiva, mas dizendo que tem "de continuar com esta dinâmica"

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MANUEL FERNANDO ARAÚJO/Lusa

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A vistoria ao clássico

"Vínhamos com o objetivo de vencer e foi pena. Em termos ofensivos, acho que fizemos tudo o que tínhamos de fazer. Acreditámos sempre. Após o primeiro golo, a equipa parte para uma exibição muito boa, chega com muita qualidade ao segundo golo. Sabíamos do poderio do Marega a atacar a profundidade, preparámos isso ao máximo e, mesmo assim, a bola acabou por lá entrar.

Entrámos na segunda parte com muita personalidade, continuámos a jogar, fizemos o 3-2 e, em função do que foi o resultado, acho que podíamos ter feito mais um golo. Há a oportunidade do Seferovic, o remate do Chiquinho... Tentámos arriscar num canto, meter homens mais na frente e jogar na largura. Fica a nossa vontade de jogar, pena a forma como sofremos os três golos e agora é continuar."

Não tenho memória, mas creio que fomos várias vezes aos corredores, com gente a entrar entres os defesas, a procurar a profundidade. O FC Porto defende muito bem cruzamentos e tínhamos que abanar isso. Tínhamos que circular por dentro e por fora, contornar, receber por trás dos dois médios que vêm para a pressão. Foi isso que tentámos fazer. Em termos ofensivos a equipa esteve muito bem, fez o que idealizámos para o jogo. Em termos defensivos, fomos penalizados pela forma como sofremos os golos."

A mudança do esquema na segunda parte

"Foi a entrada de três homens na frente, abrir com o Grimaldo e o Chiquinho e deixar o Rafa um pouco vagabundo, entrelinhas. A única questão seria os médios estarem mais subidos para ganharmos a segunda bola e manter o jogo no meio campo ofensivo. A equipa fez o que pretendíamos, deu uma boa resposta, com frescura física enorme.

Fizemos de tudo para ganhar, era a nossa motivação. Saímos daqui com quatro pontos [de vantagem]. As equipas têm que correr mais do que nós. Temos de continuar com esta dinâmica, com personalidade, a jogar como equipa grande que somos."

A distância mais reduzida na frente do campeonato

"Estou há 13 meses à frente da equipa principal do Benfica e o estado de alerta é sempre máximo. A nossa motivação é sempre vencer jogos. É com esse estado de alerta que vamos a Famalicão jogar bem e fazer um bom jogo para atingirmos a final da Taça de Portugal."