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Benfica e o campeonato: "Os campeões encontram-se dentro de campo. Para haver campeão, terá de haver jogos"

Tiago Pinto, diretor-geral do clube, sublinha que os encarnados querem resolver a questão do título no campo, mas lembra que as entidades de saúde e governamentais é que vão ditar quando o futebol poderá voltar. "O futebol quer muito voltar a jogar, mas não voltará a jogar se isso não for bom para o futebol e para a sociedade"

LUSA

Carl Recine

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O diretor-geral para o futebol do Benfica manifestou este sábado confiança de que a competição em Portugal vai ser retomada, salientando, contudo, que serão as autoridades governamentais a "ditar a velocidade" do processo, face à pandemia de covid-19.

Em entrevista à BTV, Tiago Pinto referiu que o regresso do futebol, parado desde 12 de março, será "feito de forma diferente” à habitual, inclusive com "jogos à porta fechada" e com as equipas a retomarem o trabalho "com muitas limitações e com treinos individuais".

"Neste momento, o foco é conseguirmos treinar em maio, com algumas limitações, e voltarmos a competir em junho. São as indicações que temos da Liga [de clubes]. Depois, teremos até final de julho e início de agosto para concluir as competições", afirmou.

O dirigente salientou a vontade do Benfica em "voltar a competir e concluir as 10 jornadas que faltam da I Liga e a final da Taça", mas apenas num contexto de "segurança para todos" e "sempre numa situação altamente protegida e controlada, em que os testes serão uma prática constante e o isolamento das equipas, em contexto de estágio, será uma obrigatoriedade".

"O futebol quer muito voltar a jogar, mas não voltará a jogar se isso não for bom para o futebol e para a sociedade. Não é tempo para pensarmos em futebol, mas sim na saúde. Quem vai ditar a velocidade a que o futebol vai regressar são as entidades da saúde e as altas instâncias governamentais", vincou Tiago Pinto, que disse desconhecer um eventual plano para isolar as equipas no Algarve para concluir a competição.

A maioria dos campeonatos europeus, à exceção da Bielorrússia, encontram-se suspensos há um mês, devido à crise mundial de saúde pública provocada pelo novo coronavírus, sendo que, neste período, tanto a "Federação Portuguesa de Futebol, como a Liga têm potenciado muito a união e coesão entre os clubes", observou Tiago Pinto.

Quanto ao hipotético cenário de a presente edição da I Liga não ser concluída, o dirigente foi perentório: "Os campeões encontram-se dentro de campo, nos jogos. Para haver campeão, terá de haver jogos e é nisso que estamos focados. Se, por infortúnio, outros cenários se colocarem, cá estaremos para os avaliar."

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 103 mil mortos e infetou mais de 1,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, mais de 341 mil são considerados curados.