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Benfica está em “total discordância” com a CMVM e diz que agiu “sempre em conformidade com a lei”

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O Benfica reagiu ao comunicado da CMVM com outro comunicado, manifestando-se surpreendido pela decisão do organismo em indeferir a OPA encarnada

Pedro Candeias

NurPhoto/Getty

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Para um comunicado, um contra-comunicado: o Benfica assumiu ter sido "notificado" pela CMVM que inferiu a Oferta Pública de Aquisição anunciada pela Benfica, SAD em novembro de 2019, classificando-a de ilegal.

Num texto publicado no site do clube, os dirigentes encarnados garantem que agiram "sempre em conformidade com a lei" e que, por isso, "manifestam a sua total discordância com a decisão tomada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários".

A CMVM entende que o processo de financiamento encarnado foge à lei [o Benfica pretendia financiar-se com empresas do grupo encarnado: o clube, através da Sport Lisboa e Benfica SGPS, iria gastar até 32 milhões de euros para comprar as ações da SAD que não detinha]; os encarnados garantem que tudo foi feito seguindo as regras, "como confirmado pelos seus assessores jurídicos e por parecer jurídico emitido por um dos mais reputados professores de direito", cujo nome não surge especificado no texto publicado pelo emblema da Luz.

Leia o comunicado na íntegra:

"A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários notificou hoje a Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. do indeferimento do pedido de registo de oferta pública voluntária e parcial de aquisição de até 6.455.434 ações emitidas pela Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD, anunciada preliminarmente em 18 de novembro de 2019.

A Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. manifesta a sua total discordância com a decisão tomada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e reitera a plena conformidade dos atos praticados com a lei, tal como confirmado pelos seus assessores jurídicos e por parecer jurídico emitido por um dos mais reputados professores de direito e demonstrado oportuna e detalhadamente à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

A Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. manifesta ainda a sua surpresa e discordância com a circunstância de a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários não se ter pronunciado, nos termos que eram legalmente aplicáveis, sobre o pedido para autorização da revogação da oferta, que foi apresentado com base em factos públicos, notórios e indesmentíveis e que deveria logicamente ter precedido qualquer decisão sobre o registo da oferta.

A Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. reitera que sempre pautou a sua atuação, no âmbito deste procedimento como em geral na sua atividade, e na sua relação com as demais entidades do Grupo SLB, de acordo com os mais escrupulosos critérios de integridade e legalidade. Atuou sempre também com transparência junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários em todo este procedimento, não podendo deixar de lamentar um desfecho que, no seu firme entendimento e convicção, não foi o legalmente devido."