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Bruno Lage e o Rio Ave: “Trabalhei seis anos com o Carvalhal, está lá o meu sangue, o meu irmão. Ninguém tem mais motivação para os vencer”

Na conferência de antevisão ao encontro com o Rio Ave, o treinador do Benfica recusou ainda a ideia de que falta liderança à equipa: "Não temos liderança? Quando temos o Grimaldo, que joga, teve uma série fantástica, treina, lesiona-se e está a chorar no balneário porque amanhã não pode jogar? Ou o Pizzi, que tem jogado consecutivamente?"

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Gualter Fatia

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Rio Ave

“É uma equipa que procura um feito histórico, o maior número de pontos conquistados. Uma equipa muito competente ao longo da época, tem feito boa campanha, não só em pontos mas também em jogo jogado. Em particular nos jogos contra FC Porto, Sporting e Benfica. Tem enormes valores individuais, coletivos, uma equipa técnica de excelência. É a nossa oportunidade de fazer aquilo que queremos, que é procurar a excelência dos 45 minutos de grande qualidade de Portimão”

Portimonense

“Com o 2-0 na mão, não poderíamos deixar o Portimonense tomar conta do jogo, tínhamos de pressionar. Independentemente de tudo, toda a gente trabalha com empenho e dedicação. Não é de hoje, é desde o primeiro dia que cá cheguei. A minha forma de viver é esta, com muito tranquilidade, sair de um jogo e arrumar. Fazer análise e não trazer nada de bom ou mau para o jogo seguinte”

Jogadores em estágio

“Não é novidade, o estágio. O estágio é o dia que antecede o jogo. Hoje vamos entrar em estágio. A situação de estarmos juntos tinha que ver com a situação, para não estarmos expostos ao vírus. Eu acredito muito no bem estar, porque uma pessoa que tem uma energia positiva tem uma capacidade de trabalhar que uma pessoa com energia negativa não tem. Onde é que se renova essa energia? A trabalhar”

Diferenças entre o início do campeonato

“Falta de empenho não é. É preciso perceber também que há uma paragem de três meses e não nos podemos esquecer disso. Na primeira parte da época tivemos um registo muito interessante, agora menos produtivo, mas o trabalho é igual, são os mesmos jogadores, o mesmo treinador. Tenho a maior motivação para o jogo com o Rio Ave, porque trabalhei seis anos com o Carlos Carvalhal, vivemos como uma família, está lá o meu sangue, o meu irmão. Ninguém tem mais motivação para os vencer”

Falta dos adeptos

“Sinto claramente essa falta da alma do Benfica, que são os seus adeptos. É recordar aquilo que vivemos em Vila do Conde há um ano, um corredor de gente a apoiar-nos, com energia positiva. Os adeptos têm-nos acompanhado neste percurso de uma forma apaixonada. Nunca me senti a jogar fora de casa, pelo apoio fantástico do nosso adeptos”

As críticas dos adeptos

“A paixão é isso. Viver apaixonado é isso. Eu sinto apoio. Se as pessoas estão satisfeitas? Não, nós também não, mas toda a gente está empenhada em fazer mais e melhor. Quando nós estamos a dar resultados positivos, a paixão é fantástica, quando não, é a crítica do momento. Eu percebo isso perfeitamente, os jogadores também”

Estratégia e falta de golos

“Nunca nos esquecemos do outro lado. Ao longo da época nós fomos tendo dinâmicas diferentes e posicionamentos diferentes. Lembro-me do Chiquinho jogar ou mais próximo do avançado ou então dos médios. É preciso marcar mais golos que o adversário, os número de golos desceu. Contra o Tondela tivemos sete oportunidades na cara do guarda-redes. Neste percurso até dois penaltis falhamos. Não é olhar para o marcar ou deixar de marcar, mas não marcamos tantos golos como costumávamos marcar”

Falta liderança em campo?

“Não temos liderança? Quando temos o Grimaldo, que joga, teve uma série fantástica, treina, lesiona-se e está a chorar no balneário porque amanhã não pode jogar? Ou o Pizzi, que tem jogado consecutivamente, tem muitos anos de Benfica, marca 28 golos, com um grande número de assistências? Acham que falta liderança na equipa?”