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Ana Gomes: “Não quero crer que o primeiro-ministro ache que as eleições do Benfica são mais importantes que as presidenciais”

“Tenho muita pena mas isto diz respeito ao primeiro-ministro”, declarou a candidata presidencial na SIC Notícias, defendendo que António Costa retire o seu apoio a Luís Filipe Vieira. “É o mínimo”, afirma Ana Gomes

Miguel Prado

PEDRO NUNES

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Ana Gomes, candidata às eleições presidenciais de 2021, condenou este domingo, no seu comentário semanal na SIC Notícias, a decisão do primeiro-ministro, António Costa, de integrar a comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira.

“Este é o mesmo primeiro-ministro que recentemente veio pedir reserva aos socialistas relativamente à sua participação nas eleições para a Presidência da República. Não quero crer que o primeiro-ministro ache que as eleições do Benfica são mais importantes que as eleições para a Presidência da República”, comentou Ana Gomes.

A agora candidata presidencial disse esperar que esta decisão “tenha consequências tiradas pelo próprio primeiro-ministro”, até porque “os portugueses não aceitam mais este tipo de promiscuidade entre os negócios do futebol e a política”. Segundo Ana Gomes, António Costa deve assumir que se precipitou e pedir para retirar o seu nome da comissão de honra de Luís Filipe Vieira. “É o mínimo”, defendeu na SIC Notícias.

Ana Gomes considera que não se trata apenas de uma questão da esfera pessoal de António Costa. “Tenho muita pena mas isto diz respeito ao primeiro-ministro”, sublinhou.

A candidata presidencial notou que “não é o clube que está em causa”, referindo que quando jovem fez ginástica e patinagem no Benfica e reconhecendo que que então viu “a importância social e desportiva dos clubes para os jovens”.

“O primeiro-ministro escolheu entrar na comissão de honra de um indivíduo em particular que é altamente questionável: foi condenado em 1993 pelo roubo de um camião, arguido na Operação Lex por corrupção de um juiz, está envolvido na operação Mala Ciao, E-Toupeira, etc, e tem um historial de dívidas à banca estranhamente perdoadas”, referiu Ana Gomes.