Tribuna Expresso

Perfil

Benfica

Benfica: Big é grande, ZZ é top

Deu para tudo: rodar plantel, dar minutos, testar soluções, marcar golos, ganhar um jogo e somar três pontos. O Benfica resolveu na segunda-parte um jogo que dominou do início. Darwin, que Jesus diz ser um "Big jogador", desta vez não marcou, mas houve dois golos de Pizzi e outro de Waldschmidt, a quem o médio português 'ofereceu' o penálti. No final, J.J. elogiou Pizzi por ter agido "como um capitão"

Pedro Candeias

Pizzi marcou dois golos e ofereceu um penálti a Waldschmidt. A noite foi dele também por isso

NurPhoto

Partilhar

O Standard Liège não era uma equipa qualquer: era uma equipa frágil à partida e fragilizada à chegada, pelos sete casos positivos à covid-19 e ainda pela lesão do avançado Jackson. O treinador Philippe Montanier não pôde fazer mais do que elogiar o adversário, nomeando até os jogadores mais perigosos, e dizer que, enfim, este nunca seria um bom jogo para eles, apenas o jogo possível.

Não havendo momentos maus para apanhar adversários enfraquecidos, dificilmente este poderia ser melhor para o Benfica. A jogar em casa pela primeira vez com cinco mil adeptos nas bancadas, embalado por seis triunfos consecutivos - cinco dos quais no campeonato -, o clube da Luz tinha aqui uma oportunidade para rodar plantel (Pedrinho a titular), dar ritmo (Nuno Tavares), experimentar soluções (Diogo Gonçalves a lateral direito) e gerir o resultado, tendo em conta o calendário apertado que aí vem: Boavista, Rangers e Sporting de Braga, na segunda-feira, quinta-feira e no domingo.

E, claro, ganhar, coisa que nunca esteve em causa ao longo dos noventa minutos, apesar de o Benfica não ter marcado nos primeiros 45 minutos; acabou o encontro com três contra nenhum.

Intenso e rápido, com as linhas muito subidas e muito próximas sempre no meio-campo do adversário - os miúdos Diogo Gonçalves e Nuno Tavares como extremos, Pedrinho e Everton como médios interiores - o Benfica terá permitido, provavelmente, um só contra-ataque aos belgas durante na primeira-parte.

Porque o Standard pouco mais fez do que se fechar, com todos os seus futebolistas de frente para os do Benfica e bem perto da baliza deles, procurando impedir o que parecia inevitável: o golo. Que não surgiu, embora tenham existido ocasiões para tal, em remates de Pedrinho, Everton, Pizzi e Darwin que saíram ao lado, muito ao lado, pouco ao lado, ou ao centro, onde se encontrava o guarda-redes.

Ora progredindo em triangulações à esquerda, ora procurando os cruzamentos de Nuno Tavares ou a profundidade de Darwin, ora ainda mudando o centro do jogo de flanco para flanco para desestabilizar uma linha compacta, o Benfica foi testando sempre com a bola nos pés os limites da resistência do Standard de Liège, que sucumbiria na segunda-parte.

Duas faltas irrefletidas na grande área, de Bokadi sobre Waldschmidt, quando recebia a bola, e de Fai sobre Nuno Tavares, que seguia lançado, resultaram em grandes penalidades: Pizzi converteu uma (49’) e deu a segunda a marcar a Waldschmidt (66)’; entre estes instantes, já com Rafa, que entrara para o lugar de Pedrinho, Vlachodimos fizera uma defesa a punhos e Darwin chutara rasteiro para fora.

Depois, Jorge Jesus procedeu industriosamente à troca de futebolistas, sacando Waldschmidt (por Taarabt), Darwin (Seferovic), Gabriel (Weigl), homem por homem, posição por posição, sem que isso beliscasse a exibição dos encarnados que chegariam ao terceiro golo, por Pizzi (76’), num remate que ressaltou nas costas de um adversário.

O jogo estava, então, virtualmente entregue e acabou quando entrou Gonçalo Ramos (por Pizzi) que, aos 19 anos, se estreou nas competições europeias pelo clube que dele espera grandes coisas.

Correu tudo bem, não poderia ter corrido de outra forma.