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Jorge Jesus: "As minhas últimas substituições foram mais para segurar o resultado do que para melhorar a equipa”

O treinador do Benfica admitiu as muitas dificuldades que a equipa sentiu na 2.ª parte após a vitória por 2-1 frente ao Portimonense, dizendo mesmo que depois do golo dos algarvios o Benfica "teve medo do resultado e teve medo de não conseguir ganhar"

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Pedro Fiúza/NurPhoto/Getty

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Boa 1.ª parte

“Duas coisas boas deste jogo: a vitória do Benfica e a primeira parte do Benfica. Fizemos uma 1.ª parte com muita qualidade, dois golos, podíamos ter feito mais. E na 2.ª parte, em que o jogo poderia estar mais fácil, porque a equipa estava a ganhar e normalmente é onde o Benfica tem os melhores momentos, a equipa fica nervosa quando começa a defender. Não está psicologicamente preparada para defender quando tem de defender. As modificações do Portimonense fizeram com que não conseguíssemos chegar ao portador da bola com pressing. Com dois jogadores muito altos em cima dos nossos centrais começámos a perder muita bola direta. Nesta 2.ª parte a equipa sentiu, depois do golo teve medo do resultado e teve medo de não conseguir ganhar. Isto passa-se muito quando uma equipa não está tranquila”

Problemas na 2.ª parte

“Na 2.ª parte fui aguentando ao máximo, não querendo mexer muito na equipa. Coloquei o Pedrinho que é um jogador que segura bem a bola mas não conseguiu, é um jogador ainda completamente fora do ritmo de jogo. Senti que a equipa do Portimonense começou a ter muito poder sobre os nossos dois centrais, o Adel muito carregado fisicamente e no fundo as minhas últimas substituições foram mais para segurar o resultado do que melhorar a equipa”

Taarabt-Weigl bem

Sim, mas não têm ainda duração de 90 minutos, tanto um como o outro e isso foi um dos factores da nossa quebra. Não foi só isso, a equipa do Portimonense mudou o corredor central e os jogadores não perceberam quem marcava quem. Começou a haver muito espaços entre as nossas linhas. Tentei fechar o corredor central com o Pedrinho. O nosso lado esquerdo também teve muita dificuldade a fechar e a sair, o Grimaldo teve uma semana complicada, sem treina. O Darwin também esteve a semana toda sem treinar. Quando o Cervi entrou e o Nuno penso que melhorámos um pouco.

Para 2021

“O mais importante é recuperar toda a equipa. A covid não é só o problema dos jogadores não estarem em forma, isto também mexe com o grupo, o grupo durante os treinos está sempre desconfiado, a pensar que a seguir pode ser um deles. Isto psicologicamente mexe. Agora o factor importante em 2021, para todo o Mundo, é haver paz social e que o Benfica jogue ao nível do que jogou hoje na 1.ª parte ao longo de 90 minutos”