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Jorge Jesus: "Críticas de pessoas que estão fora do futebol? Não vou responder. Eles que fiquem com a opinião deles"

A conferência de imprensa era de antevisão ao jogo com o Tondela, mas falou-se essencialmente do momento de forma do Benfica, que não agrada a muitos. Jesus agastou-se, garante que não liga às opiniões de quem está fora do futebol e que se está cansado é de não estar em 1.º lugar há sete jornadas

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Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images

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Tondela

“O objetivo é ganhar, sabendo que vamos jogar com um adversário que já demonstrou qualidade, marcou três golos a um dos nossos rivais e temos de olhar com muito respeito, como todos os adversários. Queremos voltar às vitórias, nos últimos cinco jogos temos quatro vitórias e um empate, com o Santa Clara. Queremos recuperar a primeira posição. O nosso adversário vai ter uma estratégia defensiva, a tentar fazer golo no contra-golpe e bola parada e o Benfica tem de ser melhor em todos os momentos do jogo e ganhar. Se puder ganhar com nota artística, melhor, porque no Benfica ganhar só não chega”

Janeiro cheio

“O calendário não podemos negar, está aí, temos de estar preparados para ele. Temos um mês com muitos jogos, isso é bom, quer dizer que estás em todas as competições e tens vários objetivos. Não é um problema que se coloca. Os adeptos fazem falta ao Benfica, e principalmente ao Benfica. Os grandes clubes são os que têm massa adepta. Sentimos falta dos adeptos nos estádios”

Pressionado?

“Se sinto a pressão? Não sinto pressão nenhuma. Os treinadores todos os dias têm de justificar, mas a minha carreira não deixa dúvida a ninguém. Agora que cometemos alguns erros e temos de melhorar. Isso não há dúvida nenhuma. Agora pressão? De quê, resultados? De competências? Essa nunca mais vou ter, só no início da minha carreira”

Resposta a críticas

“Eu agora como treinador do Benfica vou agora responder a críticas que me possam fazer… não vou responder a isso. Agora, sei perfeitamente qual é o sentido crítico que as pessoas possam ter. Há o jogo dentro do campo e o fora do campo, a política desportiva hoje, a especulação, a tentativa de destabilização, é assim em Portugal, quando eu saí já era assim e agora ainda mais. Não vou responder a opiniões das pessoas. Vocês são agente do futebol, estão dentro do mesmo ramo, o que escrevem eu leio e posso concordar ou não. Agora pessoas que estão fora do futebol? Eles que fiquem com a opinião deles. Nem sei que opinião têm, só para verem a importância que dou. Que currículo é que eles têm? Falem de futebol, pá”

Equipa intranquila?

“Você é que está a dizer que a equipa está intranquila e insegura. Estamos a falar de resultados: nos últimos cinco jogos ganhámos quatro e empatámos um, não podemos estar intranquilos. Podemos estar insatisfeitos. Não estou satisfeito, nada. Porque quero recuperar o primeiro lugar. Estou cansado de já há sete jornadas não estar em primeiro. É nisso que trabalhamos. Temos plena confiança na equipa, eu particularmente no treinador que sou. O Benfica fez de mim um melhor treinador mas eu cheguei agora com outros argumentos e sou muito mais treinador do que quando cheguei. Tudo isso que falam, que está mais frouxo… olhem, tenho mais rugas, tenho mais sete ou oito anos, não sou o mesmo. Essa conversa da treta? Isso para mim vale zero. O importante é chegar a maio e ser campeão, é o grande objetivo do Benfica e o meu grande objetivo, por isso é que voltei”

Aposta em jovens?

“O Gonçalo Ramos estava com covid, o João Ferreira estava com covid. Estão a treinar há dois ou três dias. Se podem ser convocados? Podem, mas o problema dos jogadores não é só estarem 10 dias sem treinar, é o pós-covid. Demoram tempo a recuperar”