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Benfica

Porque contratou Jesus? Porque não contratou portugueses? (11 perguntas que um apoiante de Vieira gostaria de fazer ao presidente)

Este domingo, às 18h30, Luís Filipe Vieira irá ser entrevistado pelo canal do clube. Estas são as 11 perguntas que Mauro Xavier, apoiante do presidente nas últimas eleições, gostaria de lhe fazer. Há questões sobre espinhas dorsais, negócios por explicar, políticas desportivas, o papel da estrutura e Rui Costa

Mauro Xavier, Diretor-Geral – Microsoft Europa Ocidental e sócio 25768

Luís Filipe Vieira é presidente do Benfica desde 2003

Tiago Miranda

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Em primeiro lugar, parabéns a nós, benfiquistas do mundo inteiro. Completam-se hoje 117 anos da mais formidável história do desporto português. Em condições normais, este seria um dos dias mais importantes do ano para a família encarnada, aquele em que nos reunimos no complexo da Luz para distinguir a antiguidade e dedicação dos sócios com os emblemas e anéis de prata, ouro e platina, para celebrar vidas inteiras de amor ao clube. Mas estes são tempos excecionais e é com forças excecionais que os superaremos e voltaremos a estar juntos no 118º aniversário.

Mas hoje é também o dia em que o Presidente do Sport Lisboa e Benfica vai quebrar o silêncio acerca do momento desportivo que o clube atravessa. Somos apoiantes de Luís Filipe Vieira e desta direção, sempre o assumimos com a mesma franqueza com que temos de assumir esta temporada como dececionante.

O Benfica é uma democracia mais antiga do que a do próprio país. E, em instituições democráticas, respeita-se a vontade da maioria e os órgãos legitimamente eleitos. Em Outubro, elegemos uma direção para quatro anos, não para quatro meses. O que devemos fazer perante as contrariedades não é pedir que uma direção se vá embora; é exigir-lhe respostas e as soluções para as quais foi eleita.

Estas são as 11 perguntas que gostaríamos de ver respondidas logo, quando Luís Filipe Vieira falar à BTV:

1. Se tivesse uma máquina do tempo, o que é que não voltava a fazer na preparação desta época?

2. Concorda com a centralização dos direitos desportivos aprovada pelo governo? Não vai ser prejudicial ao SLB? Que posição vamos tomar?

3. Porque voltou a contratar Jorge Jesus?

4. Porquê o ziguezague na política desportiva entre a aposta no Seixal e no jogador português e a contratação de jogadores sul americanos?

5. O que falhou na estrutura profissional de futebol para que o Benfica fosse a equipa mais afetada pelo COVID-19 em toda a Europa?

6. Que dossiers delegou em Rui Costa e como vê as críticas que lhe têm sido dirigidas?

7. O que está a falhar nas modalidades?

8. Como explica aos sócios do Benfica o negócio “Hightower”?

9. Qual a estratégia para chegarmos aos 300 mil sócios prometidos e voltar a ser o maior clube do mundo?

10. Como define o sucesso ou fracasso de um mandato?

11. Tem três anos e meio para cumprir duas das suas maiores promessas: fazer do Benfica a espinha dorsal das seleções nacionais e dar um título europeu de futebol aos sócios. Continua a acreditar que isto é possível?

O importante na resposta a estas e outras perguntas é que saíamos do dia de hoje unidos. Os supostos 62% e os “outros 38” não existem; acabaram dia 28 de Outubro; o que existe é o Benfica. Nenhuma equipa joga com três ou quatro jogadores para um lado e sete ou oito para o outro – ou não pode surpreender-se com os resultados que terá. Nós, benfiquistas, respondemos pela instituição.

Nos momentos fáceis, há sempre unidade; nos difíceis, é que é preciso lutar por ela.

Parabéns, Sport Lisboa e Benfica! Et pluribus unum.