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Benfica

“Há quem ache que não se deve individualizar jogadores. Eu não sou assim: conheço o Pizzi, conheço os defeitos dele e ele os meus”

No lançamento do jogo com o Estoril (quinta-feira, 20h15, segunda-mão da meia-final da Taça de Portugal), Jorge Jesus falou sobre objetivos e, sobretudo, sobre jogadores: os vários defeitos de Weigl, que entretanto melhorou, o que falta a Rafa para ser um jogador de "top" e, claro, Pizzi

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O grito de Pizzi após o golo com o Rio Ave foi tema de discussão

Gualter Fatia

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O que significa a Taça
"Este é um dos nossos grandes objetivos, chegar à final. Falta um jogo. É verdade que estamos em vantagem mas temos de respeitar sempre o adversário. O Estoril é uma equipa bem organizada, com qualidade técnica em ataque posicional, como criou na Amoreira. Já conhecemos melhor o Estoril, como eles nos conhecem a nós. E queremos o passaporte para a final. Em relação à gestão, é o terceiro dia depois do jogo com o Rio Ave, vocês estão atentos e sabem que eu mexo sempre em três, quatro ou cinco jogadores e amanhã vai acontecer a mesma coisa. Isto ainda não acabou e já está a fazer uma pergunta sobre a final da Taça e do campeonato. Já me está a pôr cenários. Se perguntar que é importante chegar à final e ganhar? É, independentemente da época ser positiva ou negativa. Se for negativa é mais importante? Não, é a mesma coisa. O mais importante é vencer a segunda competição mais importante do futebol português."

Pizzi
"Vocês sabem que alguns treinadores acham que não devem individualizar os jogadores, seja pela positiva ou negativa. Eu não vejo o futebol assim. Eu não me escondo a isso. É mais importante coletivamente, mas se tiver de falar dos meus jogadores individualmente, falo. Dos 38 jogos que o Benfica fez, Pizzi esteve em 35. Não esquecer que ele teve Covid! Quando eu estava no Benfica, fui eu que o pedi ao presidente, na altura estava no Espanyol: conheço os defeitos dele e ele os meus. É capitão do Benfica, sente-se responsável pelos resultados das equipas, mas o principal responsável é sempre o treinador e não os jogadores. Com o Pizzi no jogo, posso mudar o sistema facilmente porque é um jogador que joga em três posições. Ele não jogou este último jogo com o Rio Ave de início, amanhã vai jogar. Esse fator de gerir os jogadores tem a ver com as minhas decisões."

Diogo Gonçalves
"O Diogo tem vindo a melhorar o seu entendimento como lateral-direito, com a lesão do André [Almeida] tentámos que se adaptasse a essa posição. Não tem sido fácil para ele, porque defensivamente não conhece os passos e os percursos que tem de fazer, mas, de semana a semana, tem vindo a melhorar, tenho falado muito com ele e do ponto de vista defensivo está muito melhor. Ofensivamente tem boas características, porque era um ala. Quando passam para laterais continuam com boa capacidade ofensiva, cruza bem, chega com facilidade a zonas de cruzamento, está a melhorar nos confrontos individuais defensivos, é uma das dificuldades que tinha, agora está muito melhor."

Weigl
"Depois de conhecer o Weigl vi que não tinha só um defeito, tinha muitos mais. Um deles era a falta de agressividade, é um jogador que joga à frente da defesa, se tiver qualidade mas não for agressivo... Vendo o jogo à minha maneira, ele melhorou nisso. Esteve muito tempo habituado a jogar num 4x3x3 e no Benfica não há dois médios à frente dele. Todas estas conversas com ele têm feito com que melhore."

Rafa
"O Rafa, quando souber definir o último passe, o da decisão, passa a ser um jogador de topo. Já era bom jogador. Era importante ser mais responsável defensivamente. Está muito mais moralizado, é evidente que todos os que jogam mais ficam mais confiantes, ele está muito confiante, é um jogador superinteligente taticamente, quando falo com ele noto a recetividade que tem comigo, a facilidade que tem de perceber as coisas."