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Jesus: "Essa questão da formação é que importa alimentar, para ver se se vendem jornais. Mas não há todos os dias um João Félix"

Na conferência de imprensa de antevisão do Sporting de Braga-Benfica (20h, SportTV), Jorge Jesus negou que não esteja disposto a apostar na formação e adiantou que é possível que a equipa volte a jogar com três centrais

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O Braga

"É muito importante podermos ganhar em Braga, ainda acreditamos no 1.º lugar. Ganhando amanhã passamos o 3.º, vamos tentar recuperar até chegar atrás do primeiro e depois ver o que pode dar, se ainda temos possibilidades de chegar ao 1.º lugar, sabendo que jornada a jornada vais tendo menos hipóteses. Sabemos que temos de melhorar mas ainda faltam muitas jornadas e no futebol tudo pode acontecer.

A realidade é que amanhã temos um jogo com um rival que está a fazer uma boa época e que está metido na luta com os outros três grandes. Sabemos que vamos enfrentar uma equipa forte, mas também acreditamos que temos muita qualidade. Estamos muito confiantes. Os resultados ajudam-nos nisso. Sentimos que estamos a melhorar jogo após jogo. Penso que vai ser um grande jogo"..

Terceiro jogo contra o Braga

"O Braga é um rival forte, já jogámos duas vezes com eles e não conseguimos ganhar. Na final [final four da Taça da Liga] em Leiria foi aquele período em que fomos atacados pela vovid e jogou uma equipa diferente da que vai jogar amanhã, mas não deixa de tirar valor à equipa do Braga. O Braga vai apertar-nos, temos de ter capacidade para aceitar e tentar fazer o mesmo. Ser uma equipa com qualidade, ofensivamente, para individualmente fazer a diferença, temos jogadores para isso. O jogo é importante face à classificação, sabemos que ganhando ultrapassamos o Braga e tudo isso vai acrescentar à nossa recuperação pontual".

Maior estabilidade defensiva

"Essa estabilidade não teve só a ver com a entrada do Lucas, mas a melhoria global em termos de treino fez com que a equipa nestes últimos jogos não tenha sofrido golos. O Benfica foi a equipa que começou a sofrer logo no início, falava-se disso no primeiro terço do campeonato. Hoje é a segunda equipa menos batida. Tem vindo a crescer na organização defensiva e ainda há muito para crescer. Defensivamente o processo passa mais pelo treino do que ofensivamente, porque consegues pôr jogadores muito melhores a defender. É um trabalho que tem muito a ver com o treino, com o treinador e a forma como pensas em defender".

Hipótese de utilizar três centrais

"Tendo Vertonghen, essa possibilidade pode colocar-se. Já jogamos quatro jogos assim, de forma camuflada. Se jogar Vertonghen, Otamendi e Lucas é fácil perceber que são três no corredor central. No Dragão, por exemplo, jogámos com dois deles mas com linha de três. Mas com eles é uma possibilidade mais fácil de detetar".

A aposta na formação

"É uma observação sua, você é que esta a comparar jogadores. Eu comparo os que treino. Dos adversários não é problema meu. Essa questão da formação é que importa alimentar, para ver se se vendem jornais. Mas na prática não é esse o meu historial. Neste momento está a jogar a lateral direito, como titular, um jogador que é da formação do Benfica, o Diogo. No ano passado jogava o que foi para o City, mais nada. Tem a ver com características e valores. É fácil lançar jovens quando são acima do normal. No Flamengo lancei um júnior de 17 anos a titular, júnior! Foi para o Real Madrid por 35 milhões. É uma questão de ter jogadores com essas qualidades. Tomara eu que o Benfica tenha dois, três, quatro jogadores na primeira equipa, é bom sinal. O Gonçalo Ramos é primeiro ano de sénior, tem potencial e passo a passo vai crescer. Tirando exceções, como caso do Félix, acontece pouco. Todos os treinadores gostam de lançar jovens, todos. Em todos os clubes, ainda mais nos grandes, a formação é importantíssima. O Benfica, pelo passado recente, tem história de jogadores que são mais-valias financeiramente, como o caso do João Felix. Mas não há todos os dias um João Félix, era bom que houvesse. É política nos clubes em Portugal e do Benfica vai continuar a ser".

Odysseas e Vertonghen no banco

"São duas questões diferentes. O Ody foi uma opção minha de mudança. O Vertonghen lesionou-se com o Arsenal e esteve vários jogos com problemas musculares, o que fez com que fosse mais fácil a entrada do Lucas Veríssimo. Há jovens que têm mais aptidão, conseguem ter esse conhecimento do jogo... Se há coisa que o Vertonghen tem boa é que conhece o jogo muito bem".