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Jorge Jesus: "Eu já ganhei três vezes e ninguém me fez guarda de honra"

Na antevisão ao jogo com o Sporting, no sábado, Jorge Jesus sublinhou que a guarda de honra não é uma tradição do futebol português, sublinhando que já deu os parabéns ao clube pelo título conquistado. Rafa, Taarabt e Darwin, que estavam em dúvida, serão convocados para o dérbi

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TANIA PAULO

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Antevisão

“É um dérbi, um dérbi é sempre um dérbi, é sempre apaixonante. Este ano não será tanto porque não há adeptos. Para mim já nem sei quantos são, uns 20. Estou habituado. Vai ser um jogo emotivo, equilibrado, independentemente dos objetivos de Sporting e Benfica. Vai ser um jogo com responsabilidade acrescida. Este clube joga sempre para ganhar e que seja um bom jogo para as três equipas. Que seja um jogo sem casos e que o Benfica jogue dentro da capacidade que temos neste momento e que o Benfica ganhe”

Dúvidas

“O Darwin, o Adel e o Rafa que têm tido problemas físicos, os três vão ser convocados, está tudo dentro da normalidade”

Guarda de honra

“Não é por mim, é por aquilo que é tradição do futebol português. Eu já venci três vezes e ninguém me fez guarda de honra. Isso não é normal, é normal dar os parabéns, que é aquilo que eu já fiz. O resto é o jogo e não mais que isso”

Luta pelo 2.º lugar

“Teoricamente é mais difícil o nosso calendário, mas a experiência do futebol diz que os jogos mais difíceis tornam-se mais fáceis e os mais fáceis mais difíceis. O futebol é assim, não é nenhuma ciência exata. Matematicamente ainda há possibilidades mas penso que é extremamente difícil, mas ambas as equipas têm jogo difíceis, principalmente o Benfica, que tem o dérbi. Estamos conscientes das dificuldades, mas eu já vi tanta coisa a acontecer no futebol…”

Adeptos na Taça

“Se gostava de ter adeptos? Gostava claro. Mas não depende de mim, depende de quem manda. Mas penso que já há condições para acontecer. Se há para a última jornada, e bem, para esse jogo também. São mais cinco dias. Devia permitir-se, dentro das condições de segurança, com 5% ou 6%. Os clubes têm condições para que isso se faça. É um caso a pensar por quem manda. Penso que era acabar em beleza. Nem que fosse 10% era muito interessante. Todos nós temos falta disso, falta do calor dos adeptos, para poder partilhar com eles as tristezas e as alegrias”

Demorou a encontrar um onze?

“Houve vários factores que condicionaram essas ideias, já falei nisso e não me vou repetir. Tudo isso fez com que as minhas decisões em relação aos jogadores fossem mais assertivas agora do que no mês de janeiro”

Gonçalo Ramos

“Eu cada vez vejo mais potencial nele. É normal, o jogador vai crescendo e se estiver numa equipa que o façam melhorar, como é o caso. O Gonçalo hoje está muito mais forte e com outro conhecimento em relação à pré-época. E para o ano vai estar melhor. Vai crescer tecnicamente e é um jogador em quem todos nós depositamos muita confiança no futuro. Não sei se é imediato ou a longo prazo, depende da evolução. Agora que ele tem tudo para que possamos acreditar na evolução dele… tenho a certeza. Mas há vários factores, às vezes os jovens não querem esperar muito e há o factor económico e se tiverem a possibilidade de ir ganhar mais… Mas acho que ele vai saber esperar o momento dele”

Evolução de Weigl

“Não é só ele que é diferente desde o início da época. Todos os jogadores cresceram na 2.ª volta, por vários motivos, porque houve mais tempo de aprendizagem, ele também foi um dos que teve problemas. Fisicamente também cresceu e passou a conhecer melhor as minhas ideias, como tem de se posicionar e jogar. Ele também sente isso, ele hoje é um jogador que evoluiu em termos de agressividade do seu jogo, com bola e sem bola, o que deu mais estabilidade à equipa no corredor central. A equipa também cresceu pelo crescimento do corredor central”