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E-toupeira: Paulo Gonçalves ofereceu bilhetes por “amizade”

Ex-assessor jurídico do Benfica nega acusação de corrupção no caso e-Toupeira e diz que agiu por amizade

Rui Gustavo

Paulo Gonçalves tinha sido constituído arguido no caso dos e-mails há alguns meses. Agora é suspeito de corromper funcionários judiciais

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O início da amizade entre Paulo Gonçalves e José Augusto Silva eclodiu no final do Benfica-Marítimo que valeu aos encarnados o título em 2014-15. O funcionário judicial apresentou-se ao assessor jurídico do Benfica, os dois homens descobriram que tinham em comum o facto de serem do Norte e benfiquistas, e desde aquele dia José Augusto [assim batizado em honra da glória do clube] não mais comprou um bilhete para ver um jogo.

Segundo a acusação do Ministério Público (confirmada pelo tribunal de Instrução e pela Relação), José Augusto seria corrompido por Gonçalves oferecendo bilhetes para jogos do Benfica a troco de obter informação em segredo de Justiça sobre processos judiciais que envolviam o SLB e os seus rivais. A defesa (agora a cargo de Tiago Rodrigues Bastos, depois da saída de Pinto Abreu) pretende demonstrar que a oferta de bilhetes começou dois anos antes da alegada passagem de informação e, como tal, nunca serviram para corromper o funcionário.

Este é um artigo da edição de 4 de junho do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.