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Ação judicial visa afastar Luís Filipe Vieira da presidência do Benfica

Processo da autoria do advogado Jorge Mattamouros aponta para violação dos estatutos do Sport Lisboa e Benfica, utilização do clube para benefício pessoal do seu presidente e irregularidades nas eleições de outubro de 2020

Miguel Prado

ANTÓNIO PEDRO SANTOS

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O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ter de responder em tribunal numa ação judicial que visa a sua destituição. O processo, que deu entrada esta quinta-feira no Tribunal da Comarca de Lisboa, é da autoria do advogado Jorge Mattamouros, que é também sócio do clube da Luz, e que vive nos Estados Unidos da América, onde é sócio da firma de advogados White & Case, com especialização em disputas e arbitragens internacionais.

A ação tem dois argumentos centrais, ao que o Expresso apurou. Por um lado, invoca a conduta de Luís Filipe Vieira, misturando negócios pessoais e dinheiro do clube, no que o autor do processo alega violar os estatutos do Benfica e ser razão para a perda automática de mandato.

Por outro lado, o advogado Jorge Mattamouros põe em causa a legitimidade da presidência de Vieira, alegando irregularidades nas eleições do Benfica de outubro de 2020, incluindo uma fraude no processo de voto eletrónico. A forma como as urnas com os votos presenciais foram transportadas após as eleições também é posta em causa.

Contactado pelo Expresso, o diretor de comunicação do Benfica, Pedro Pinto, indicou que "o Sport Lisboa e Benfica não foi notificado de qualquer ação judicial, pelo que não tem nenhum comentário a fazer sobre este assunto".

Luís Filipe Vieira é presidente do Sport Lisboa e Benfica desde 2003, sendo o dirigente que mais tempo leva à frente do clube da Luz desde a sua fundação. Em outubro de 2020 foi reeleito para um sexto mandato (válido até 2024) como presidente do Benfica, com 62,59% dos votos, batendo o concorrente João Noronha Lopes, com 34,71%. Foram as eleições mais concorridas de sempre do Benfica, com mais de 38 mil votantes.