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"Vieira não renunciou" e por isso nada "confere o direito a Rui Costa" de se autoproclamar presidente, diz o Movimento Servir o Benfica

O movimento de Francisco Mourão Benítez, candidato à presidência da Mesa da Assembleia Geral na lista de João Noronha Lopes nas eleições de 2020, não reconhece Rui Costa como presidente do Benfica e quer eleições até outubro

Lusa

Carlos Rodrigues

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O movimento ‘Servir o Benfica’ disse que Rui Costa não goza do direito de se autoproclamar presidente do Benfica, na medida em que não existe uma renúncia ao cargo por parte de Luís Filipe Vieira.

“Dado que Luís Filipe Vieira não renunciou oficialmente ao mandato, não confere o direito a Rui Costa de se autoproclamar” presidente do Sport Lisboa e Benfica, refere o movimento em comunicado.

O ‘Servir o Benfica’ integra Francisco Mourão Benítez, candidato à presidência da Mesa da Assembleia Geral na lista de João Noronha Lopes, e é o movimento que está na base de um pedido de Assembleia Geral extraordinária, não marcada, e que levou, anteriormente, ao pedido de demissão de Rui Pereira, antigo presidente da AG, por falta de apoio da direção, liderada por Luís Filipe Vieira.

No comunicado deste sábado, o movimento explica a razão pela qual Rui Costa não tem legitimidade para assumir o cargo nas condições em que o fez [na sexta-feira à noite], e que Luís Filipe Vieira “deve demitir-se inequivocamente de forma imediata de todos os cargos que ocupa no Sport Lisboa e Benfica, bem como das empresas do Grupo Benfica”.

"É pouco verosímil acreditar no desconhecimento dos factos [das acusações que pendem sobre Luís Filipe Vieira] pelos restantes elementos dos órgãos sociais. Se tal desconhecimento se confirmar, não abona em favor da competência necessária ao desempenho de funções no maior clube português", acrescentam.

Na mesma nota, o movimento entende que “os órgãos sociais [em exercício] podem e devem garantir a preparação das épocas desportivas do futebol e das modalidades”, mas que até outubro devem verificar-se eleições, que legitimem os órgãos sociais.

Mas antes disso, o movimento requer uma outra AG extraordinária, antes da eleitoral pedida até ao final de outubro, que aprove um regulamento eleitoral, situação que dizem será pedida em breve ao presidente da Mesa da AG.