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John Textor: “Ainda não adquiri ações. Gostei das minhas conversas e correspondência com o dedicado fã, o Sr. José António dos Santos”

O empresário norte-americano, cujo nome surgiu no âmbito da Operação Cartão Vermelho, emitiu um longo comunicado a propósito de uma notícia que dava conta da possibilidade de poder comprar 25% das ações da SAD dos encarnados

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O empresário John Textor, que recentemente viu o seu nome ligado à compra de ações da Benfica SAD no âmbito da Operação Cartão Vermelho, emitiu um longo comunicado no seu site sobre o tema. Assumiu ter tido contactos com José António dos Santos, o “rei dos frangos” e um dos protagonistas do caso, e admitiu estar a pensar comprar ações por ver potencial de crescimento no clube - e por “amar” o futebol.

“Ainda não adquiri ações no SL Benfica. Gostei das minhas conversas e correspondência com o dedicado fã do SL Benfica, o Sr. José António dos Santos. Acredito que ele ama verdadeiramente o clube e acredito que ele vê em mim uma pessoa que tem o coração certo e a experiência certa para fazer avançar a missão da comunidade do Benfica. Nunca procurei, negociei ou cheguei a um acordo para comprar ações do SLB com qualquer outra parte, a não ser ao Sr. dos Santos, nem adquiri quaisquer ações SLB (direta ou indiretamente) nos mercados abertos.”

Por outro lado, Textor garante que ninguém do Benfica o apresentou a José António dos Santos - “aconteceu através de uma instituição bancária de investimento sediada em Londres” - e que, face às novas circunstâncias, está a ponderar a sua decisão. “Era minha grande esperança ser recebido como um parceiro positivo e contribuir para a comunidade do Benfica e estou obviamente a ter de avaliar a notável mudança de circunstâncias à medida que avalio esta oportunidade. Mais uma vez, tal como vocês, reservo-me o direito de fazer os meus próprios juízos e as minhas próprias decisões à medida que aprendo mais”.

No sábado, o Nascer do Sol escreveu que Luís Filipe Vieira pretendia vender 25% da Benfica SAD a John Textor, um negócio que teria tido um empurrão por parte de José António dos Santos. Esta segunda-feira, a CMVM suspendeu as ações do Benfica durante duas horas, por existirem “fortes indícios de que o acionista José António dos Santos, a quem eram imputáveis cerca de 16% do capital social da Benfica SAD, celebrou contratos promessa de compra e venda de ações, ainda que sujeitos a condição suspensiva, com outros titulares de participações qualificadas, que elevam a sua participação qualificada para medida superior a 20% e que poderão ter como efeito a redução muito significativa ou extinção da participação qualificada desses acionistas (entre os quais José da Conceição Guilherme e Quintas dos Jugais, Lda)”.

O organismo disse ainda que “existem fortes indícios de que José António dos Santos celebrou um acordo de compra e venda com um terceiro, John Textor, tendo por objeto a alienação de uma participação de 25% que José António dos Santos reuniria" e sublinha que "nenhuma das referidas transações foi objeto de comunicação ao mercado”.