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“No ano passado tinha 5 semanas de trabalho com a equipa e agora tenho 1 ano e 5 semanas": Jesus e a "grande diferença" para o jogo com PAOK

Jorge Jesus garantiu ainda um Benfica com “muita ambição, confiança e vontade para passar esta eliminatória”, no encontro da primeira mão contra o Spartak de Rui Vitória que se realiza na quarta-feira, em Moscovo

Lusa

Carlos Rodrigues

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O treinador do Benfica, Jorge Jesus, relativizou esta terça-feira o conhecimento que Rui Vitória tem da sua equipa e lembrou que existe uma “grande diferença” em relação à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões do ano passado.

“Obviamente que os treinadores portugueses conhecem melhor o Benfica. No ano passado foi o Abel [Ferreira] e agora é o Rui Vitória. Isso traz-lhes vantagens, mas nós também temos um conhecimento do adversário, embora não tão profundo, mas que nos permite transmitir a melhor estratégia para o jogo”, afirmou Jesus, na antevisão do primeiro duelo com o Spartak de Moscovo, para a terceira pré-eliminatória da Champions.

Há um ano, o Benfica foi eliminado nesta ronda preliminar da prova pelo PAOK, então orientado por Abel Ferreira, enquanto agora terão pela frente outro técnico luso, Rui Vitória, que liderou a equipa benfiquista entre 2015 e 2019. Contudo, Jorge Jesus fez questão de realçar algo que poderá ser decisivo para o sucesso da sua equipa nesta época.

“No ano passado [aquando da eliminatória com o PAOK, disputada num só jogo, na Grécia], eu tinha cinco semanas de trabalho com a equipa e agora tenho um ano e mais cinco semanas de trabalho. É uma grande diferença em relação ao ano passado”, disse.

Jorge Jesus garantiu um Benfica com “muita ambição, confiança e vontade para passar esta eliminatória”, cujo encontro da primeira mão se realiza na quarta-feira, em Moscovo.

“Tivemos uma pré-época com jogos em que não houve esta responsabilidade, portanto o nosso crescimento será sempre jogo a jogo. Este é o primeiro jogo a sério e queremos estar a um nível alto. Temos muita confiança na equipa e no trabalho que estamos a desenvolver”, referiu.

O técnico deu a entender que a sua equipa deverá apresentar-se com uma linha de quatro defesas na capital russa, uma vez que “praticamente” não utilizaram o sistema de três centrais durante a pré-época: “É normal que agora mantenhamos a referência do que fizemos na pré-época.”

Jesus admitiu ainda que Gonçalo Ramos e Seferovic partem em vantagem sobre Carlos Vinícius e Rodrigo Pinho na luta pelas vagas no ataque, uma vez que “já conhecem as ideias da equipa”, e considerou mesmo que o internacional sub-21 luso “é um menino que cresceu muito da época passada para esta”.

Por outro lado, confessou que a saída de Luís Filipe Vieira da presidência do Benfica, envolvido no processo ‘Cartão Vermelho’, foi “uma surpresa para todos”, mas assegurou que a mesma “não influenciou o trabalho diário da equipa”, à qual “não tem faltado nada”.

Benfica e Spartak jogam a primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões na quarta-feira, a partir das 18h00 (hora de Lisboa), em Moscovo, num encontro que será dirigido pelo espanhol Carlos del Cerro Grande.