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Jorge Jesus: "Não vejo que o Barcelona seja uma equipa que passe do 8 para o 80 por não ter o Messi. Só perdeu um jogo"

Benfica recebe na quarta-feira, no Estádio da Luz, o Barcelona (20h), um jogo a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Jesus diz que ainda está a decidir se reforça o meio-campo

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Barça

“Tem jogadores de nível muito alto. Hoje não tem Messi, mas não deixa de ser uma equipa muito forte. Fiz já três jogos contra o Barcelona, salvo erro, dois no Benfica e outro no rival onde eu estava, e um desses jogos o Messi também não jogou - foi em Barcelona, num jogo que empatámos 0-0. Se me disser que o Barcelona com o Messi ou que o Messi em qualquer equipa do mundo essa equipa é muito mais forte, ninguém tem dúvidas. Mas isso não deixa desvalorizar a equipa do Barcelona. O Barcelona só perdeu um jogo, só perdeu para o Bayern Munique, mais nada. Se é por isso que o Barcelona não está tão forte, porque perdeu Messi e o jogo com o Bayern Munique… Não deixa de ser uma grande equipa. Amanhã [quarta-feira] vamos ter imensas dificuldades, porque vamos encontrar uma equipa com grandes jogadores.”

Mário João, campeão europeu pelo Benfica, diz que Barça está em baixo e que há obrigação de ganhar

“Acho que ele esteve em 1961 no jogo, por isso essa foi a única vez que o Benfica ganhou ao Barcelona [risos]. Hoje olhamos para o Barcelona achando que não é tão forte por causa do Messi, porque o Messi não está. É verdade que não tendo Messi, não estás tão forte, não tenho nenhumas dúvidas disso, agora o Barcelona não deixa de ser uma equipa muito forte, nao deixa de ser uma equipa que tem como ambição ganhar esta Champions. Não vejo que o Barcelona seja uma equipa que passe do 8 para o 80 por nao ter o Messi. o Barcelona, este ano, só perdeu um jogo, e foi para o Bayern Munique. Quando tinha o Messi também perdeu para o Bayern Munique, 8-2.”

Diogo Gonçalves

“Não recuperou, não está convocado, apesar de amanhã termos um treino. Está estipulado clinicamente que não tem condições para ser lançado na convocatória. Temos várias hipóteses para lançar amanhã no jogo, pela direita. Sabendo que o André vai estar na convocatória, ainda não é um jogador com o ritmo exigível para um nível destes de Champions. Para além do Gil [Dias] e do Valentino Lazaro. É uma das posições onde eu, como treinador, tenho várias hipóteses para poder resolver sem problema nenhum.”

Estágio com Cruijff no Barça, em 1993

“Disse 1993? Não sabia o ano [risos]… O Barcelona tem uma forma de jogar desde que Cruijff foi treinar o Barcelona. A partir daí, o Barcelona tem uma cultura de ataque posicional que, ao longo destes anos, mesmo na formação de jogadores, na cantera, é trabalhado e todos os jogadores sabem a filosofia que esta equipa tem quando tem bola. É modificada em função também da qualidade dos jogadores individualmente. A partir do momento que tem tido sempre Messi, vai sempre aumentando, mesmo com outros jogadores, desde Maradona, Ronaldinho, Romário, Figo… temos alguns jogadores portugues que também sabem a ideia. O Simão. Essa questão coloca-se no imediato em função da qualidade individual dos jogadores do Barcelona. Não muda nada, sei que há muita qualidade, têm ideia de jogo, independentemente de jogar A ou B, a ideia é aquela ideia. Onde tens de crescer e perceber um pouco será sempre na organização defensiva. Se deixas esta equipa com espaço entrelinhas, morres com facilidade. É uma equipa que joga muito vertical, tem um corredor central muito forte, jogue quem jogar. Ao longo destes anos, fui aprendendo que essa é uma das formas, se queres ganhar tens de anulá-la.”

Controlo da profundidade do Barça tem problemas?

“Esse momento de jogo é um momento que não me preocupa nada. Quem se tem de preocupar com isso é o treinador do Barcelona, o que me preocupa a mim será sempre mais quando o Barcelona tiver bola, no seu ataque posicional, nas suas saídas, na bola parada. Tudo o que seja organização da nossa equipa com bola, não estou muito preocupado, aí é o treinador do Barcelona que tem de pensar e perceber como pode parar o Rafa e o Darwin. Ele é que tem de partir a cabeça toda, não sou eu.”

Rafa ou outro jogador para controlar Busquets e De Jong quando se viram de frente para o jogo com bola?

“É uma hipótese ([colocar alguém diferente a condicionar esses jogadores]. Quando pensas assim, ganhas umas coisas e perdes outras. Podes ser uma equipa com uma característica diferente com outro jogador, em que podes ser um pouco melhor defensivamente, mas perdes a velocidade, a agressividade ofensivamente. Tenho de decidir amanhã o que vou fazer nesses dois pormenores do jogo. Essa pergunta foi de treinador, foi uma pergunta muito inteligente.”

Meio-campo reforçado?

“É uma hipótese. O futebol é bonito por causa destas indecisões, destas decisões de estratégia e tática. Às vezes tomamos decisões a pensar que aquela é a melhor e chegas ao jogo e vês que não é. Gosto de ter um jogador para conseguir o que estou a pensar e não precisar de modificar [a equipa] para o plano B. Se calhar é isso que vai acontecer amanhã.”