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Carlos Alexandre recusou os recursos apresentados por Luís Filipe Vieira e o filho. Juiz considera que excederam o prazo legal

O juiz recusou receber os recursos apresentados por Luís Filipe Vieira e o filho, Tiago, por considerar não respeitaram os 30 dias fixados como prazo legal. Em resposta à Tribuna Expresso, o advogado do antigo presidente do Benfica, discorda da decisão por entender que "o prazo deixou de contar durante as férias judiciais"

Rui Gustavo

Tiago Miranda

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O juiz Carlos Alexandre recusou receber os recursos de Luís Filipe Vieira e do filho, Tiago Vieira, por considerar que o prazo legal de 30 dias para recorrer foi ultrapassado. A notícia do "Observador" foi confirmada à Tribuna Expresso por Magalhães e Silva, advogado do ex-presidente do Benfica: "É uma decisão da qual discordo, porque entendo que o prazo deixou de contar durante as férias judiciais e só terminava a 30 de setembro, data em que o recurso foi apresentado".

Em causa estão as medidas de coação decretadas por Carlos Alexandre no âmbito da operação Cartão Vermelho — caução de 3 milhões de euros e proibição de falar com dirigentes do Benfica e do Novo Banco —, contestadas pela defesa de Vieira.

"O processo era urgente enquanto Luís Filipe Vieira esteve proibido de sair de casa, mas deixou de o ser quando essa medida foi retirada e, portanto, o prazo de 30 dias suspende durante as férias judiciais", argumenta Magalhães e Silva.

A defesa tem agora 10 dias para reclamar desta decisão de Carlos Alexandre para a presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Guilhermina da Encarnação. Se a desembargadora der razão a Carlos Alexandre, as medidas de coação mantêm-se. Se der razão a Vieira, a Relação terá de apreciar o recurso.

A Tribuna Expresso contactou Tiago Rodrigues Bastos, advogado de Tiago Vieira, que não respondeu.