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Jorge Jesus: "A derrota com o Bayern Munique não deixa marcas, é uma derrota que serve para aprender"

Na antevisão ao jogo com o Vizela (domingo, às 18h) falou-se bem mais da derrota do Benfica a meio da semana com o Bayern Munique, à qual Jorge Jesus não deu demasiado peso, mesmo que admita que este poderá ser o momento mais complicado da época para os encarnados, que não vencem nos 90 minutos há três jogos

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BSR Agency/Getty

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Duelo com Vizela depois da Champions

“Vai ser um jogo difícil. Não é por acaso que o campeonato português está no ranking dos seis melhores da Europa. É um sinal do equilíbrio e qualidade. O Vizela há cinco jogos que não conhece a derrota, uma equipa competitiva, na minha opinião bem trabalhada. O Benfica depois deste jogo, vindo de uma derrota e uma derrota é sempre uma derrota, mesmo o Bayern Munique sendo uma equipa diferenciada. Dos onze, sete são titulares - titulares, não é vão lá - da seleção da Alemanha e ainda falta o Lewandowski que é o melhor avançado da atualidade. Queremos inverter esta derrota com uma vitória em Vizela. Preparámos mais teórica e mentalmente porque na prática nós só recuperámos, não treinámos”

Difícil recuperar os jogadores?

“Mais fisicamente, psicologicamente é verdade que perdemos e perder é sempre perder, mas perdemos com um adversário que na minha opinião é fora do contexto de toda a gente, nem é do Benfica. Esta derrota fez-nos também aprender coisas boas. A única coisa má, e é o mais importante, foi o resultado. O jogo com o Vizela é para tentar virar a página e continuar na frente”

Receios no Benfica após positivo de Nagelsmann?

“Hoje penso que o contágio não é assim tão fácil como era. Pelo menos em Portugal, onde estamos todos vacinados. Não é como foi há um ano, em que era tudo novo. Não tive preocupação nenhuma. Não pensei nisso, estou tranquilo, nós já fomos testados e está tudo negativo. O que aconteceu no ano passado penso que já não volta a acontecer”

Jogo aberto com o Vizela?

“Acredito que o Vizela pensam que têm possibilidades de pontuar com o Benfica, mal seja que não fosse assim. É uma equipa forte em casa, ainda não perdeu, mas o Benfica também é uma equipa fora. Nós fora também ainda não perdemos. A derrota com o Bayern não deixa marcas. É uma derrota que serve para aprender e perceber que jogámos com um adversário que é, praticamente, a seleção da Alemanha. A titulares, não são suplentes”

Momento mais complicado da época?

“Na prática é o momento mais difícil. Ganhámos um jogo, mas não foi nos 90 minutos. Uma equipa que não sabia o que era perder, não ganhando há dois jogos acaba por ser o pior período neste início da época. É uma realidade e não podemos fugir dela. Mas isto é jogo a jogo, é assim que se fazem a época. Não ganhámos os últimos três jogos nos 90 minutos, quer dizer que não estamos tão fortes, mas vamos tentar inverter, ganhando ao Vizela e aos adversários que se seguem”

Diferença de intensidade entre futebol português e alemão

“A derrota teve como negativo, como é óbvio, a derrota e os 4-0, porque nada justificava que o Benfica fosse goleado. O facto de termos perdido 4-0 não teve nada a ver com a questão física. O primeiro golo é de livre. É físico? Zero. Não tem nada a ver. O 2-0 é auto-golo. É físico? Não tem nada a ver. Os restantes golos têm a ver com a questão psicológica. Com o 2-0 o balão esvaziou. Aprendemos que jogámos contra uma grande equipa, contra grandes jogadores, uma equipa fora da caixa, completamente, da maioria de todas as equipas do mundo, não é do Benfica”

Utilização dos jogadores mais preponderantes

“É um problema de todos os treinadores. Quando queres fazer rotatividade, com maior número de jogadores nota-se. Porque utilizamos jogadores que não estão rodados, que não jogam tanto, que alguma falta de andamento e competitividade. Quando são três ou quatro isso nota-se, mas não é que a diferença de valor de jogadores seja muita. Há equipas onde isso acontece - ainda agora vocês viram um colega meu esta semana a falar disso - mas na minha opinião tem a ver mais que uns estão constantemente a jogar, têm mais andamento, e os outros que entram não têm tanto andamento e têm mais dificuldade”