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Volta a França: organização tenta adiar e não cancelar a prova

De acordo com a Reuters, já está preparado um plano B em que o Tour arrancaria a 25 de julho e não na data original, 27 de junho. Uma decisão final e oficial sobre o futuro da mais importante prova do ciclismo só deverá ser comunicada em meados de maio

Lídia Paralta Gomes

Justin Setterfield/Getty

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A Volta a França em bicicleta está num limbo. Oficialmente, a data de arranque mantém-se a 27 de junho, mas é quase certo que a mais importante prova do calendário internacional do ciclismo não poderá seguir com o seu plano original, numa altura em que já morreram no país mais de 13 mil pessoas devido à pandemia da covid-19.

Uma decisão final só deverá ser tomada em meados de maio, mas a Reuters diz ter tido acesso a um e-mail da organização com um plano B em que a prova começaria a 25 de julho, em Nice, terminando a 16 de agosto em Paris. Uma janela temporal que se abriu com o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Esta notícia que parece confirmar as informações do francês "Le Parisien" e da agência espanhol Efe, que recentemente revelaram que a ASO, empresa que organiza o Tour, estaria a contactar as autoridades das localidades que receberiam partidas e chegadas de etapas da edição deste ano precisamente para auscultar se estariam dispostas a aceitar um adiamento da prova.

Um cancelamento da Volta a França deixaria boa parte das equipas do pelotão internacional em grandes dificuldades. Formações como a Lotto-Soudal, Astana, Bahrain McLaren e Mitchelton-Scott já cortaram nos salários e colocaram trabalhadores em lay-off.

O Giro de Itália, a primeira das três grandes voltas do ano, deveria arrancar a 9 de maio, mas foi adiado, não havendo ainda uma data para o arranque.