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Volta a Portugal: Cinco anos, cinco vitórias da W52-FC Porto na Senhora da Graça. Desta vez foi Amaro Antunes

Ciclista que esta temporada regressou a Portugal após duas épocas na CCC chegou isolado no final da 2.ª etapa, com Frederico Figueiredo a 22 segundos. Além da vitória na tirada, Antunes é também o novo camisola amarela da Volta a Portugal

Lídia Paralta Gomes

NUNO VEIGA/LUSA

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A Senhora da Graça, uma das passagens mais icónicas da Volta a Portugal, tem sido território da W52-FC Porto nos últimos anos, tal como a própria Grandíssima. Desde 2016, quando voltou ao pelotão, que o azul e branco é vencedor no Monte Farinha e vencedor no final da Volta e se em 2020 a equipa quer voltar a ser campeã em Lisboa e manter as estatísticas o primeiro passo já foi dado.

Depois de Gustavo Veloso, Raúl Alarcón por duas vezes e António Carvalho há um ano, Amaro Antunes é o W52-FC Porto que se segue no palmarés da Senhora da Graça. O ciclista que este ano voltou ao pelotão nacional, após duas temporadas na CCC, atacou nos derradeiros metros depois de uma escalada feita na companhia de Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira), que acabaria por cruzar a meta a 22 segundos de Antunes. O triunfo no final da 2.ª etapa coloca também a camisola amarela na pele do ciclista de 28 anos, com 13 segundos de vantagem para Figueiredo.

Gustavo Veloso, vencedor no Monte Farinha em 2016, foi 5.º na meta, atrás de João Benta (Radio Popular-Boavista) e de Simon Carr (Nippo Delko One Provence), cedendo assim a amarela ao colega de equipa, mas mantendo-se em 3.º na geral, a 1.13m de Amaro Antunes.

Numa etapa de sobe e desce, com duas contagens de montanha de 4.ª categoria e duas de 1.ª antes ainda da chegada a Mondim de Basto, logo ao quilómetro 12 um grupo de 13 ciclistas tentou a sua sorte. Desses, apenas Ricardo Mestre (W52-FC Porto), Daniel Silva e Hugo Nunes (ambos Rádio Popular-Boavista) sobreviviam do grupo original quando a frente da corrida entrou na subida final.

A este trio juntara-se entretanto Amaro Antunes e Frederico Figueiredo. E foram estes os únicos capazes de aguentar a dureza da subida.

Entre os favoritos, destaque pela negativa para o vencedor da Volta a Portugal do ano passado, João Rodrigues, que cedeu nos metros finais, perdendo 1.53m para Antunes e oito segundos para Gustavo Veloso. Na geral, Rodrigues é agora 8.º, a 1.29m do camisola amarela.

Depois de duas etapas duras, com chegadas seletivas, 4.ª feira poderá apresentar uma das poucas oportunidades para os sprinters. Serão 171,9 km entre Felgueiras e Viseu, com uma contagem de montanha de 3.ª categoria em Lamego e outra de 2.ª em Bigorne, ainda assim a mais de 50 km da meta.