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Da Seleção aos EUA, João Almeida e Rúben Guerreiro não são um acaso

Após o trabalho com a Federação, os portugueses passaram pela Hagens Berman Axeon, uma das melhores equipas sub-23 do mundo, antes de se tornarem profissionais. “São muito humildes, respeitadores, com muita vontade de aprender”, diz Axel Merckx à Tribuna Expresso

Lídia Paralta Gomes

Tim de Waele

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"És do FC Porto ou do Benfica?" Esta é a primeira pergunta que Axel Merckx faz a cada português que chega à equipa da qual é dono e diretor, a Hagens Berman Axeon. O apelido Merckx não engana: o belga, de 48 anos, é filho de Eddy Merckx, cinco vezes vencedor do Tour e do Giro nas décadas de 60 e 70.

Axel foi também ele um bom ciclista. Esteve, por exemplo, ao lado de Sérgio Paulinho no pódio dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, de medalha de bronze ao peito. Hoje dedica-se a encontrar alguns dos melhores jovens ciclistas do mundo na equipa norte-americana de sub-23. Dois deles foram João Almeida e Rúben Guerreiro, os heróis portugueses da Volta a Itália. Almeida terminou em 4º e Guerreiro foi o primeiro português rei da montanha numa grande volta.

A brincadeira com o futebol começou com Rúben, o primeiro português a chegar à Hagens Berman Axeon, em 2015. “O Rúben é um adepto ferrenho do Benfica e eu sou do Anderlecht. Lembro-me de o Anderlecht ganhar ao Benfica na final da Taça UEFA há trinta e tal anos e isso tornou-se numa piada recorrente. Sempre que estamos para contratar mais um português, preciso de perguntar qual é o clube”, conta, entre sorrisos, o antigo ciclista belga ao Expresso.

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