Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Ciclismo

Da próxima vez não haverá dúvidas: João Almeida será a aposta da Quikstep na Volta a Itália

Patrick Lefevere, diretor da Deceuninck-Quick Step, garantiu que o ciclista português será, à partida, o chefe de fila da equipa na próxima Volta a Itália, após João Almeida ter passado 15 dias com a camisola rosa na última edição, em que terminou no 4.º lugar

Diogo Pombo

Tim de Waele/Getty

Partilhar

Que majestosa surpresa foi aquela do Giro d'Itália, em outubro e logo nestes tempos, os da pandemia e com tanto do mundo virado do avesso - durante 15 dias houve um português rosado, era João Almeida vestido de rosa choque, a cor reservada ao líder de uma das grandes Voltas que jamais pertencera, por tanto tempo, a um ciclista nascido em Portugal.

Foram duas semanas no meio das três de travessia alcatroada a Itália em que o bravo pedalar de João Almeida liderou o pelotão. Teve tanto de bravura e quanto verdura, pois a façanha aconteceu no primeiro ano do português enquanto ciclista profissional pela Deceuninck-Quick Step.

O feito superou-o, ele superou as expetativas e até excedeu as estimativas de quem o tirou do semi-profissionalismo, mas ainda lhe atribuía essa condição: "Não podemos esquecer que, quando era apenas um semi-profissional, vestiu a camisola rosa durante 15 dias".

A frase é de Patrick Lefevere e disse-a à "RTBF", televisão belga a que o diretor da Deceuninck-Quick Step concedeu uma entrevista, na qual deixou outras palavras que são mais importantes para João Almeida e o seu futuro.

Quem decide e ordena a equipa assumiu também que o português vindo à Terra em A-dos-Francos, há 22 anos, não será encarado da mesma forma no próximo Giro d'Itália. "Além de vestir a camisola rosa durante 15 anos o ano passado, terminou no 4.º lugar da classificação geral final. Portanto, vamos apostar nele", garantiu Patrick Lefevere.

A próxima Volta a Itália poderá não ser como a última para o ciclista português. Em termos de estatuto, não o será certamente.