Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Ciclismo

João Almeida nem se sentiu bem durante o dia. Mas no final arrancou, deixou todos para trás e venceu a 1.ª etapa da Volta ao Luxemburgo

Após o triunfo em duas tiradas e na geral da Volta à Polónia, em agosto, o português volta a brilhar. E Almeida garante ter ambições quanto à vitória final no Luxemburgo, isto "se tiver pernas, claro"

Pedro Barata

Bas Czerwinski/Getty

Partilhar

O tempo chuvoso no Luxemburgo dificultava a visibilidade. Após uma etapa sinuosa, com o tipo de subidas curtas, mas empinadas, a que nos habituámos na região do Benelux, as duas rampas finais trataram de fazer a seleção definitiva de um grupo de pouco mais de 30 corredores que disputariam a vitória. E, na reta da meta, a menos de 150 metros para o final, explodiu João Almeida, num sprint vitorioso que deixou todos os rivais a mais de uma bicicleta de distância.

A primeira das cinco etapas da Volta ao Luxemburgo, que decorre até ao próximo dia 18 de setembro, foi vencida pelo português da Deceuninck-Quick Step, impondo-se num grupo que, devido às exigências da etapa, não tinha sprinters mas contava com nomes de peso como Bauke Mollema, Marc Hirschi (respectivamente, segundo e terceiro da etapa), Nairo Quintana ou Thibaut Pinot. E João Almeida partirá como líder da competição para a segunda etapa, que voltará a apresentar um traçado acidentado, com rampas íngremes.

A vitória do português começou a cimentar-se antes da reta da meta. A menos de dois quilómetros do fim, o francês David Gaudu atacou, ganhando uma vantagem de alguns segundos para o grupo principal. Aí, a cerca de quilómetro e meio para a meta, Almeida teve um papel fundamental a "caçar" o gaulês, num esforço para anular a vantagem de Gaudu e garantir que o final se disputaria com o grupo compacto.

E, nesse mesmo grupo, João foi o mais forte. No começo do sprint, o homem da Deceuninck-Quick Step até estava atrás de alguns adversários, mas viu uma abertura do lado esquerdo da estrada e, num arranque portentoso, deixou todos os seus rivais para trás, festejando a terceira vitória em etapas das últimas semanas (junta esta às duas da Volta à Polónia, em agosto, competição na qual também triunfou na geral).

Bas Czerwinski/Getty

Após a tirada, Almeida assumiu estar "muito feliz pela vitória", tendo "agradecido à equipa por todo o esforço". O português disse que "sabia que, se tivesse pernas, seria um bom final" para si, ainda que não se tivesse "sentido muito bem durante a etapa", no entanto a equipa "arriscou e conseguiu a vitória".

Quanto à possibilidade de vencer a geral, João, que vem de representar Portugal nos Europeus de ciclismo de estrada, referiu que é preciso esperar para "ver como se sente nas próximas etapas", não deixando de assumir que "quanto à geral, a existência de um contra-relógio seria sempre bom" para as suas características, "isto se tiver pernas, claro", referindo-se o luso ao "crono" de 25 quilómetros da penúltima etapa