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Ciclismo

Julian Alaphilippe agarrou-se à camisola arco-íris e não a quis largar: francês é campeão mundial pelo segundo ano consecutivo

Depois da vitória em Imola há um ano, o francês voltou a provar que não há muito melhor que ele em corridas de um dia. Na Flandres, uma das casas do ciclismo, com as estradas cheias de adeptos, Alaphillipe voltou a ser o rei do mundo. Para Portugal, resultados modestos: Rui Oliveira foi o melhor, no 39.º lugar

Lídia Paralta Gomes

Tim de Waele

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O cenário não podia ser mais distinto, mas o desfecho foi o mesmo: há um ano, Julian Alaphilippe levantou os braços num circuito de Imola praticamente vazio devido à pandemia, para se sagrar campeão do mundo de estrada pela primeira vez. Doze meses depois, nas estradas apinhadas de loucos adeptos de ciclismo naquela que é considerada uma das suas casas, a Flandres, na Bélgica, o francês voltou a ser o primeiro, de novo a solo, de novo num ataque no momento certo.

É uma espécie de justiça poética para um dos maiores especialistas em provas de um dia, que merece a ovação do público, mesmo que os belgas tenham, no final de contas, sofrido uma enorme desilusão: eram os favoritos, com Wout Van Aert e Remco Evenepoel, mas nem às medalhas chegaram.

Tal como em Imola, Alaphilippe, de dorsal número um às costas, atacou na última dificuldade do dia, a 20 quilómetros da meta, um ataque trabalhado de forma concertada pela seleção francesa ao qual mais ninguém conseguiu responder - e por esta altura, já Evenepoel tinha rebentado, depois de vários ataques e de ter passado muito tempo na frente, numa corrida nervosa, em que desde cedo houve movimentações.

Tim de Waele

O francês conseguiu manter de forma estável uma vantagem de 15 segundos, que foi depois aumentando com a aproximação à meta. Nos últimos dois quilómetros, já Alaphilippe festejava com o público: há um ano agarrou-se à mítica camisola de arco-íris e gostou de tal maneira dela que não a quis largar.

Trinta e dois segundos depois de Alaphilippe, as medalhas de prata e bronze foram discutidas ao sprint, com Dylan van Baarle dos Países Baixos a cortar a meta em 2.º e Michael Valgren, da Dinamarca, em 3.º.

Para Portugal não foi um bom dia na Flandres. Os ciclistas portugueses ficaram desde cedo fora dos grupos que foram passando pela frente da corrida e o melhor à chegada foi Rui Oliveira (39.º). João Almeida foi 47.º e Nélson Oliveira 55.º.