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Ciclismo

Ministério Público francês pede pena de quatro meses para mulher que quis posar para a fotografia e causou acidente na Volta a França

Na primeira etapa da mais recente edição do Tour de France, em junho, a espectadora, que empunhava um cartaz para as câmaras de televisão, derrubou o alemão Tony Martin (Jumbo-Visma) e fê-lo cair desamparado no chão, sendo atropelado por vários ciclistas, causando um ‘efeito dominó’ no pelotão

Lusa

Tony Martin, no final da primeira etapa do Tour, com ligaduras no corpo devido aos ferimentos que sofreu na queda

Tim de Waele/Getty

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O Ministério Público (MP) francês pediu, esta quinta-feira, uma pena suspensa de quatro meses para a espetadora responsável por uma queda na primeira etapa da Volta a França em bicicleta de 2021, que feriu vários ciclistas.

No primeiro dia de julgamento, o representante do MP lembrou que a mulher, de 31 anos, sem antecedentes criminais, “colocou outras pessoas em perigo”, mas considerou que as “lesões causadas não foram intencionais”, lembrando que a acusada “reconheceu a gravidade do seu comportamento e mostrou-se arrependida”.

O advogado da mulher, que viu negada a pretensão de uma sessão à porta fechada, referiu que a sua cliente “é uma pessoa frágil em termos psicológicos” e considerou que essa “fragilidade aumentou muito depois dos acontecimentos em causa, que lhe tornaram a vida num inferno”.

Na primeira etapa do Tour, disputada em 26 de junho, a espetadora, que empunhava um cartaz para as câmaras de televisão, derrubou o alemão Tony Martin (Jumbo-Visma), que caiu desamparado no chão e foi atropelado por vários ciclistas, causando um ‘efeito dominó’ no pelotão.

A espetadora foi detida dias depois para ser interrogada, no âmbito de uma investigação criminal por “lesões involuntárias com uma incapacidade inferior a três meses, por manifesta violação deliberada de uma obrigação de segurança ou prudência”.

Depois de ter sido interrogada, a 2 de julho, a mulher, que começou agora a ser julgada em Brest, saiu em liberdade.