Tribuna Expresso

Perfil

Coronavírus

A FIFA doou €9,2 milhões à OMS: "A saúde está primeiro, temos que trabalhar em equipa. Vamos chutar a Covid-19 para fora"

O presidente da FIFA, que doou cerca de 9,2 milhões de euros para o fundo de solidariedade da Organização Mundial de Saúde, esteve presente na conferência de imprensa desta segunda-feira da entidade, na qual frisou que "fazemos todos parte da mesma espécie" e a "saúde está primeiro". A analogia com o futebol continuou com Alisson Becker, guarda-redes do Liverpool que participou via teleconferência: "É tempo de trabalharmos em equipa, como no futebol. A saúde está primeiro, tudo o resto vem depois"

Diogo Pombo

Lukas Schulze - UEFA

Partilhar

Expectável não seria que ao lado de Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) com nome desafiante de teclar - que, a diário, se endereça ao mundo para prestar informações, fazer balanços, aconselhar e dar as respostas possíveis em relação à pandemia da Covid-19 -, aparecesse um certo senhor calvo, conhecido por liderar uma entidade que, em circunstâncias normais, nunca apareceria numa conferência de imprensa da OMS.

Foi Gianni Infantino, o líder da FIFA, organização que doou 10 milhões de dólares (cerca de 9,2 milhões de euros) ao fundo de solidariedade da OMS, informação conhecida esta segunda-feira, pouco antes de Infantino comparecer ao lado de Ghebreyesus. "As equipas da FIFA incluem os maiores futebolistas do mundo e, claro, as nossas 211 federações e associações. Vamos fazer uma campanha para que possamos, mesmo, chutar o coronavírus [a expressão é 'kick out']", disse.

O dirigente suíço defendeu que a pandemia mostrou duas coisas: "O quão vulnerável somos e quão global é o mundo". Em conferência de imprensa recheada de analogias ao futebol, Gianni Infantino disse que a prioridade é "unir o mundo inteiro como um" e "lembrar a toda a gente que fazemos todos parte da mesma espécie", porque "a saúde está primeiro, tudo o resto vem depois". E lançou o apelo - "temos de seguir as instruções da OMS e dos nossos governos. O futebol está pronto para cumprir o seu papel e estamos aqui para isso".

Finda a primeira intervenção do presidente da FIFA, a palavra passou a Alisson Becker, guarda-redes do Liverpool que lembrou como "os jogadores de futebol" estão "habituados a agir em conjunto" e agora, "em momentos difíceis, é tempo para trabalharmos em equipa, como no futebol".

À frente de uma câmara, em teleconferência e também engravatado, o brasileiro lembrou que "toda a gente mudou a sua vida", os futebolistas "não podem dar alegria às pessoas" via pontapés na bola, mas compreendem "que é necessário ficar em casa e pensar no próximo", mensagem dita, redita e multiplicada para entrar no ouvido das pessoas. "Elas precisam da informação certa e é importante que a sigamos. Queria dizer às pessoas que cumpram a informação das autoridades locais e da OMS. Podemos confiar neles, é a coisa certa a fazer", pediu Alisson.

Concluiu com a facto de "a saúde vir em primeiro lugar" e reforçou a mensagem de "termos de trabalhar em equipa" e "confiar na capacidade humana em superar adversidades". Resumiu o brasileiro que "não é a primeira vez nas nossas vidas que teremos de ultrapassar uma coisa má", terminando com um "vamos chutar o coronavírus para fora".

Tedros Adhanom Ghebreyesus avisou que a pandemia "está a acelerar" e a FIFA juntou-se, oficialmente, à luta global e institucional.