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Covid-19. Sporting reforça que Frederico Varandas "se voluntariou" para ajudar, "sem qualquer convocatória por parte do Exército"

Depois do Ministério da Defesa ter dito que Frederico Varandas foi convocado para ajudar na pandemia, o Sporting diz que o seu presidente já se tinha voluntariado antes dessa convocatória

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MÁRIO CRUZ

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O Ministério da Defesa tinha indicado, esta segunda-feira, que Frederico Varandas foi um dos militares na reserva notificado para voltar ao serviço devido à pandemia de covid-19, contrariando então o que o presidente leonino afirmou, através do Instagram, na quinta-feira, onde escreveu estar disponível para voltar a "servir" Portugal.

Já depois da informação divulgada pelo Ministério, o Sporting, através da sua assessoria de imprensa, enviou à Tribuna Expresso um comunicado no qual esclarece o assunto, dizendo que Frederico Varandas se voluntariou "sem qualquer convocatória por parte do Exército".

De acordo com o texto, "na manhã de 18 de março , Frederico Varandas contactou o Brigadeiro-General Jácome de Castro, Diretor de Saúde Militar do EMGFA, no sentido de voluntariar-se para ajudar no combate à pandemia mundial actual e sem qualquer convocatória por parte do Exército". E "solicitou também autorização para fazer, no dia 19 de março, uma formação no Hospital Militar em Covid-19, autorização essa que foi concedida."

Essa convocatória do Exército só chegou, segundo o mesmo comunicado, "dia 22 de março", quando "Frederico Varandas foi contactado telefonicamente pelo Exército a confirmar a sua participação na luta contra a pandemia do novo coronavírus, não tendo porém, até à data, sido notificado por carta oficial para tal efeito."

Já esta segunda-feira, "os serviços do hospital das Forças Armadas telefonicamente solicitaram a Frederico Varandas o pedido para fazer o requerimento de acumulação de funções, dado o carácter excecional do presente estado de emergência vigente", indica também o Sporting, acrescentando que o presidente "está orgulhoso e honrado por mais uma vez poder servir o país."

O clube também indica que Frederico Varandas já tinha, a 16 de março, disponibilizando "as instalações Pavilhão João Rocha, bem como o campo sintético que está ao lado, para possível hospital de campanha ao governo português, informando também que podiam contar com a ajuda do departamento médico do Sporting Clube de Portugal e do próprio Frederico Varandas."