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“Ronaldo disse que foi para a Madeira por causa da mãe, mas agora só tira fotos na piscina a apanhar sol”

Giovanni Cobolli Gigli, antigo presidente da Juventus, critica o clube e o que diz ser um tratamento de exceção dado ao português. Depois disso, considera Gigli, a situação na Juve descambou e outros futebolistas decidiram sair de Itália também

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RUI SILVA

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A Juventus, todo o plantel da Juventus, encontra-se em isolamento, em Itália ou noutros países, desde que Daniele Rugani testou positivo - depois do central italiano, também o francês Matiuidi e o argentino Dybala revelaram terem sidos contagiados pelo novo coronavírus.

Nessa altura, já Cristiano Ronaldo estava na Madeira, porque a sua mãe sofrera um complicado AVC, e foi lá que terá efetuado dois testes - e ambos deram negativo. Mas também é de lá que chegou esta imagem, publicada pela irmã Katia Aveiro. E houve alguém que não gostou.

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Apresentamos Giovanni Cobolli Gigli, presidente da Juventus durante breve período (2006 a 2009). Gigli, entrevistado por uma rádio italiana, e convidado a comentar os isolamentos e as quarentenas dos futebolistas de um clube que liderou, deixou críticas à gestão de recursos humanos, sugerindo existir um tratamento diferente para Ronaldo - e que outros aproveitaram.

“Criticar agora é fácil, mas, visto de fora, não percebo porque é que alguns jogadores quiseram sair de Itália”, disse Giovanni Cobolli Gigli. “Quando regressarem será mais difícil voltarem a ter forma, porque terão de ficar 14 dias de quarentena. A coisa, na Juventus, complicou-se quando Cristiano Ronaldo se foi embora”. Depois de introduzir o nome do português, o antigo dirigente desportivo atacou-o: “O Ronaldo disse que foi [para a Madeira] por causa da mãe, mas agora só aparece a tirar fotos na piscina. Quando se abriu a exceção para Ronaldo, a situação descambou e outros quiseram ir embora. Não devia ter sido assim. Deviam ter ficado todos de quarentena”.