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Covid-19. Reina: “Durante 25 minutos faltou-me o oxigénio, como se a gola da camisola se tivesse apertado e o ar não passasse”

Em entrevista ao “Corriere dello Sport”, o espanhol fala sobre a Covid-19, a reclusão, o estar fechado num quarto e sobre o Nápoles de Sarri, onde jogou e se divertiu como nunca ”

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A Covid-19

"Há 18 dias que não saio de casa. Não me falta companhia: estou eu, a minha mulher Yolanda, cinco filhos e dois sogros. A casa é grande. Mas eu estive isolado depois de ter acusado os primeiros sintomas. Febre, tosse seca, uma dor de cabeça que não me largava, um cansaço, uma prostração… Apanhei um susto: durante 25 minutos faltou-me o oxigénio, como se a gola da camisola se tivesse apertado e o ar não passasse. Nos primeiros seis, oito dias, fiquei fechado dentro de um quarto.”

O Nápoles

“Nápoles é a minha dimensão natural. Apercebi-me disso em Munique: queria uma vida diferente, exatamente como aquela que tinha largado. Ainda por cima, no Bayern, estava atrás de Neuer… A vontade de regressar foi imediata. Não podia ter feito escolha melhor e posso assegurar que nunca me diverti tanto como nos três anos com o Sarri. A qualidade de jogo, o treino… Nunca veremos mais uma equipa a movimentar-se daquela forma. O Sarri conseguiu que fôssemos melhores, explorou ao limite os nossos limites e potencialidades. Nunca verão o melhor Koulibaly, o melhor Mertens, Callejòn… Não havia vedetas, apenas grande disponibilidade e humildade”