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Grealish não quis saber de isolamentos, festejou até às quatro da manhã, bateu em três carros estacionados - e agora foi multado pelo Villa

"O Aston Villa está profundamente desapontado por um dos nossos jogadores ter ignorado a recomendação do governo para as pessoas ficarem em casa durante a crise do novo coronavírus", lê-se no comunicado

Lusa

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O médio Jack Grealish foi multado pelo Aston Villa por ter "ignorado" o confinamento decretado pelo governo britânico face à pandemia de covid-19 e ter saído de casa, informou hoje o clube da Liga inglesa de futebol.

"O Aston Villa está profundamente desapontado por um dos nossos jogadores ter ignorado a recomendação do governo para as pessoas ficarem em casa durante a crise do novo coronavírus", refere o comunicado emitido pelo emblema de Birmingham, no site oficial.

Segundo os ‘villans', que regressaram esta época à ‘Premier League', o ‘capitão' de equipa "admitiu o erro", mas "vai ser alvo de um procedimento disciplinar e multado, sendo que a receita será doada aos hospitais de beneficência de Birmingham".

Na madrugada de domingo, Jack Grealish esteve envolvido num acidente de viação, tendo embatido com o seu carro em outros três veículos que estavam estacionados.

A imprensa inglesa divulgou hoje fotografias do jogador, de 24 anos, após o acidente, dando conta de que este teria estado numa festa em casa de um amigo até perto das 04:00 da manhã.

Horas antes do incidente, Grealish, que tem sido o grande destaque do Aston Villa esta temporada, deixou algumas mensagens nas redes sociais, aconselhando as pessoas a ficarem em casa "para salvarem vidas" e só saírem "para comprar comida, medicamentos ou fazer exercício".

O Reino Unido registou até agora 1.408 mortes entre 22.141 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus responsável pela pandemia da covid-19, informou hoje o Ministério da Saúde britânico.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais perto de 35 mil morreram.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.